Hayley Williams demonstrou solidariedade aos artistas que não estão mais acompanhando Ed Sheeran em sua turnê.
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A vocalista do Paramore manifestou apoio a vários artistas que deveriam abrir os shows da turnê “Loop” do cantor — famoso pelo sucesso “The A Team” — antes de Macklemore ser retirado da programação devido ao seu discurso “Palestina Livre” (*Free Palestine*), feito no início deste mês.
O rapper foi removido da turnê, enquanto os outros artistas de abertura e a banda de apoio de Ed também desistiram de participar.
No início desta semana, Hayley incluiu músicas de todos eles em sua playlist de pré-show, enquanto os fãs aguardavam sua entrada no palco do Forest Hills Stadium, em Nova York.
A playlist incluía as faixas “Can’t Hold Us” e “Thrift Shop”, de Macklemore; “Mama Said”, de Lukas Graham; “The Lane”, de Rowe; “Aurora”, de Beoga; e “For Cryin’ Out Loud”, de Finneas.
Ela também compartilhou uma publicação satírica nas redes sociais, em uma aparente referência ao comunicado de Ed sobre o assunto.
A publicação irônica dizia: “Ei, pessoal, vi todas as atrocidades acontecendo e só quero que saibam que estou mantendo o diálogo aberto ao não dizer nada.
“Sou um exemplo a ser seguido (produto) e é importante que eu não decepcione meus jovens fãs (investidores e acionistas) ao me envolver com política.
“Meus shows são algo muito maior do que política — eles são comércio.”
A turnê “Loop”, de Ed, tem sido alvo de polêmicas desde que Macklemore, de 43 anos, aproveitou sua participação como atração de abertura em um show em Nova Jersey, no início deste mês, para manifestar apoio ao povo palestino.
Na segunda-feira (16/09), ele revelou que havia sido removido da programação após uma suposta reação negativa dos proprietários dos locais dos shows.
O cantor de “Bad Habits” divulgou posteriormente um comunicado no qual insistiu estar “horrorizado com o conflito entre Israel e a Palestina”, ressaltou que a decisão de retirar Macklemore da programação foi, em última análise, “do promotor do evento” e explicou que não “usa [sua] plataforma profissional para política” por querer oferecer “segurança e um refúgio” a fãs de todas as origens e crenças — embora tenha enfrentado críticas generalizadas. A polêmica começou quando Macklemore subiu ao palco para abrir a turnê “Loop” de Ed no estádio MetLife, em Nova Jersey, e disse ao público: “Uma das razões pelas quais eu quis participar desta turnê foi porque queria estar aqui, em palcos de estádios por toda a América, e dizer duas palavras que são muito caras ao meu coração: Palestina Livre. Eu disse: Palestina Livre!”
Mais tarde, ele revelou que havia sido retirado da turnê, mas insistiu que não culpava Ed.
Ele escreveu no Instagram: “Não sei bem como começar isso. Então, vou falar de coração e compartilhar a verdade. Ed Sheeran e sua equipe decidiram me retirar da turnê ‘The Loop’.”
Macklemore contou que teve algumas “conversas difíceis” com seu “amigo” Ed nos últimos dias, mas insistiu que não quer “destruir” a reputação do astro.
O intérprete do sucesso “Thrift Shop” também alegou que Robert Kraft — proprietário do New England Patriots e do Gillette Stadium — colocou Ed em uma “situação de merda” em relação à sua participação na turnê.
Macklemore desafiou Kraft a igualar uma doação de US$ 1 milhão para instituições de caridade que prestam assistência ao povo palestino.
O magnata do esporte alegou, posteriormente, que Ed já havia lhe pedido para igualar uma doação de US$ 2 milhões.


