Renato Gaúcho no Grêmio
O técnico Renato Gaúcho deve ser anunciado pelo Grêmio nesta segunda-feira. Nas redes sociais do treinador, uma postagem chegou a ser disparada com uma foto dele e da filha e os dizeres “estou muito feliz com minha volta”, mas o conteúdo foi posteriormente deletado. A própria Carol Portaluppi postou um vídeo, em seguida “tive que apagar a foto, podem fingir que não viram nada e fingir surpresa depois? Não pode postar agora”, brincou. A diretoria tricolor confirmou situação “avançada” no acerto.
Após a demissão de Luís Castro, na manhã deste domingo, foi agilizado o acordo com o ídolo tricolor, pelo presidente Odorico Roman. O atual presidente buscou o contato com o nome cantado pela torcida no sábado, no momento em que Luís Castro conduzia a atividade da manhã de domingo, após a derrota para o Vasco, sem saber que se tratava da última, embora fosse possível supor.
Lançar mão de Renato é dar um passo para trás no que diz respeito à convicção da atual gestão. Desde que assumiu o poder no começo do ano, a intenção foi a de construir no departamento de futebol tudo aquilo que, na avaliação interna, não tinha a ver com Renato. Há e havia um interesse em se distanciar de resquícios de vínculos e valores com os quais Renato costuma gerenciar o vestiário gremista em suas quatro passagens anteriores. Mudaram pessoas, estruturas, conceitos e tem-se buscado desenvolver desde então uma nova relação de trabalho. Não por outra razão, para dar início ao projeto foi escolhido Luís Castro, um técnico estrangeiro, de fino trato, mas com plenos poderes e respaldo.
A se confirmar Renato, a primeira coisa com que ele se espantará é com um vestiário com muitas caras novas, não somente de jogadores. O número de pessoas com quem ele trabalhou reduziu bastante desde o fim de 2024. Seu fiel escudeiro Alexandre Mendes, que naquele ano foi afastado por suspeita de violência contra uma mulher, estará de volta. Marcelo Salles, seu outro auxiliar, está no Botafogo. O preparador físico pode ser Mário Pereira, demitido na gestão Alberto Guerra. Outro cotado é Rogério Dias, campeão da Copa do Brasil e da Libertadores. Realocado nas categorias de base, fez parte da lista de demissões do começo de 2020 endossada pela comissão técnica da época.

