A região metropolitana do Rio de Janeiro (RJ) manteve saldo positivo na geração de empregos formais ao longo do primeiro trimestre de 2026. Em março, foram registradas 124.728 admissões e 106.539 desligamentos, resultando na criação de 18.189 vagas com carteira assinada. No acumulado de janeiro a março, o saldo chega a 17.747 postos.
A regional abrange os municípios de Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá, que seguem com movimentação do mercado de trabalho ao longo do início do ano .
O resultado de março foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por cerca de 60% das admissões, seguido pelo comércio, com aproximadamente 23%, e pela construção civil, com cerca de 9%. A indústria e a agropecuária também contribuíram para a geração de vagas .
O perfil das contratações permanece concentrado em trabalhadores com ensino médio completo, além de maior participação de jovens entre 18 e 24 anos, padrão que se mantém ao longo do trimestre.
Para o gerente regional da Employer Recursos Humanos na região do Rio de Janeiro, Leandro Jesus, o comportamento do período indica continuidade na dinâmica de contratações. “Os dados mostram uma manutenção do fluxo de admissões ao longo do trimestre, com destaque para serviços, comércio e construção, setores com forte presença na economia da região”, afirma.
Brasil ultrapassa 613 mil vagas no trimestre
No cenário nacional, os dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam a criação de mais de 613 mil empregos formais entre janeiro e março de 2026. Em março, foram geradas cerca de 228 mil novas vagas com carteira assinada.
O setor de serviços liderou a geração de empregos no período, seguido pela construção civil e pela indústria. O comércio apresentou retração no acumulado do trimestre, em linha com o comportamento sazonal após o fim de ano.
A abertura de vagas ocorreu na maior parte das unidades da federação, com resultados distribuídos entre diferentes regiões do país.
Trabalho temporário acompanha movimentação do mercado
O trabalho temporário também acompanhou a dinâmica do mercado formal no período. Em março, o Rio de Janeiro registrou 2.365 admissões nessa modalidade e, no acumulado do trimestre, foram 6.442 contratações. No Brasil, o volume chegou a 96.007 admissões no mês e 279.563 nos três primeiros meses do ano.
Segundo Jesus a modalidade segue sendo utilizada como alternativa para atender demandas específicas das empresas. “O trabalho temporário permite maior flexibilidade na gestão das equipes e também amplia as oportunidades de ingresso no mercado formal, especialmente em regiões com forte atividade nos setores de serviços, comércio e construção”, destaca.
A tendência é que esse tipo de contratação continue sendo utilizado ao longo do ano, especialmente em atividades com maior variação de demanda.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.
