Grêmio terá Felipão e Renato Gaúcho no banco em partida atrasada contra o Botafogo

Em crise declarada após a demissão de Luís Castro e a proximidade da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Grêmio contará com dois técnicos históricos do clube na partida desta quarta-feira contra o Botafogo. Juntos, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e Renato Portaluppi comandarão o time no banco de reservas no Nilton Santos.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O planejamento inicial do clube previa Felipão no comando do time nesta noite. Isso está mantido. Mas conforme apurou o ge, Renato também estará na beira do campo. O sucessor de Luís Castro assumirá um papel de “auxiliar” do atual coordenador técnico, que comandou os treinamentos de segunda e terça-feira. Felipão cumprirá os protocolos pré e pós-jogo, com entrevistas.

Renato se juntou à delegação do Grêmio no hotel onde o grupo se hospedou no Rio de Janeiro no fim da tarde de terça. Na quinta passagem como treinador do clube, ele foi regularizado no BID da CBF e pode estar à beira do campo. Assim como Felipão, cuja última aparição como técnico ocorreu em 2024, pelo Atlético-MG.

Nos bastidores do clube, a avaliação é de que Felipão tem condições de munir Renato de informações e adiantar parte dos problemas a serem resolvidos. O coordenador técnico também é o integrante mais antigo da alta cúpula do departamento de futebol, trocado em dezembro com a eleição de Odorico Roman para a presidência do clube.

Scolari chegou em abril de 2025, quando o presidente Alberto Guerra decidiu trazê-lo junto a Mano Menezes para recuperar a temporada após o trabalho de Gustavo Quinteros. A função prioritária de Felipão, contudo, está ligada à base desde então, com a indicação de jogadores a serem promovidos e conversas de orientação para treinadores das equipes formadoras.

Entretanto, Felipão acompanhou de perto a montagem do time de 2025, que tem remanescentes como titulares – Carlos Vinicius, Villasanti Noriega, Kannemann, Marlon, Amuzu e Pavon. Além disso, respaldou a promoção de garotos que fazem parte do elenco atualmente: Luís Eduardo, Pedro Gabriel, Tiaguinho, Jefinho, Zortea e Riquelme.

Ou seja, Luiz Felipe Scolari tem análise formada sobre os bons e maus momentos enfrentados pelo grupo com os dois últimos treinadores e pode passá-la a Renato, com quem mantém ótima relação pessoal.

De Mano para Castro, a atuação de Felipão no Grêmio mudou. Com o primeiro, havia maior abertura para troca de ideias. Scolari também falava no vestiário aos jogadores, principalmente após os jogos, e dava sugestões sobre contratações. Com o treinador português, a atuação ficou mais restrita à formação de jogadores.

O próprio Felipão relata ter optado por dar espaço para Luís Castro conhecer a casa. Passou a assistir menos aos treinamentos no banco de reservas, por exemplo, na comparação com o que fazia com Mano, com quem também tinha parceria para o chimarrão.

A chegada de Renato deve redefinir a atuação de Felipão novamente. A tendência é de uma reaproximação entre o time profissional e Scolari, ao menos nas primeiras semanas.

Felipão e Renato são dois dos maiores técnicos da história do Grêmio. Scolari conduziu o clube ao bicampeonato da Libertadores, em 1995, ao título da Copa do Brasil, em 1994, e do Campeonato Brasileiro, em 1996. Renato, por sua vez, comandou o Grêmio nas conquistas da Copa do Brasil de 2016 e da Libertadores de 2017, entre outros títulos.

Ambos também figuram entre os técnicos que mais vezes comandaram o Grêmio. Renato ocupa o topo da lista, com 543 jogos oficiais pelo clube em cinco passagens. Felipão, também em sua “quinta passagem” nesta noite, é o segundo no ranking, com 385 jogos.