Festival Panorama realiza sua 34ª edição no Rio de Janeiro

Festival Panorama


O Festival Panorama, um dos principais eventos de dança e artes cênicas da América Latina, chega à sua 34ª edição em 2026 com uma programação que integra a 1ª Semana de Arte do Rio, iniciativa realizada pela Secretaria Municipal de Cultura. De 16 a 27 de setembro, o festival apresenta espetáculos, performances, residências artísticas e atividades formativas que investigam temas como corpo, cidade, memória, tecnologia e ancestralidade.

“Fazer nossa edição de 34 anos já seria uma celebração, mas ser um dos pilares da programação da Semana das Arte é uma cereja no bolo. O Panorama é um festival carioca, feito para pensar a cidade nas suas danças e nas suas pessoas”, diz a diretora artística do Panorama, Nayse López.

O festival abre com “Minas de Ouro”, performance-monumento de Carmen Luz (RJ), realizada em via pública na Praça Tiradentes, nos dias 16 e 17 de setembro. A obra propõe um cortejo de passistas com placas e adereços que remetem aos vendedores de ouro dos centros urbanos, confrontando o estigma e o fetichismo sobre a mulher negra sambista e evidenciando suas potências e criatividades.

Outro destaque é a homenagem a Lia Rodrigues, com a apresentação de dois espetáculos emblemáticos da coreógrafa que tiveram ingressos esgotados na última edição: “Encantado”, no dia 17 de setembro, e “Borda”, no dia 18 de setembro, ambos no Teatro Carlos Gomes. “Lia é indiscutivelmente o maior nome da dança brasileira hoje no mundo. Uma Semana de Arte do Rio não poderia deixar de homenagear essa mestra. Mais de 4 mil pessoas já viram esses dois espetáculos, ‘Encantado’ e ‘Borda’ só no Panorama, e dezenas de milhares viram pelo Brasil e pelo mundo. Em setembro, mais mil sortudos terão essa oportunidade”, afirma Nayse.

A edição 2026 também traz duas estreias cariocas de espetáculos premiados: “Monga”, de Jéssica Teixeira (CE), vencedor do 35º Prêmio Shell de melhor direção, em cartaz nos dias 22 e 23 de setembro no Teatro Nelson Rodrigues; e “Eu não sou só eu em mim”, de Alejandro Ahmed e do Grupo Cena 11 (SC), nos dias 25 e 26 de setembro, também no Teatro Nelson Rodrigues.

Completam a programação a ação performativa e lançamento de livro “Represas do Tempo”, de Tiyê Macau (MA), no Teatro Carlos Gomes; a estreia carioca de “I Míssil”, da Improvável Produções (RJ), no Teatro Carlos Gomes; a residência-espetáculo “Serenatas”, de Soraya Portela (PI), no MAM Rio; a residência artística do coletivo Afrobunker (RJ); e o ciclo de oficinas “Expansão Afrobunker”, voltado à valorização da cena artística negra. A programação inclui ainda festas, oficinas, intervenções urbanas e debates.

Em parceria com o curso de Licenciatura em Dança da UFRJ, o projeto desdobra-se em ações de monitoria para formação de plateia, garantindo não apenas o ingresso aos espetáculos, mas também condições de mobilidade, transporte e mediação para aproximar públicos e artistas. O festival mantém consultoria especializada, recursos de mediação, audiodescrição, Libras, apoio à mobilidade e equipe dedicada, assegurando que espetáculos e atividades formativas sejam espaços de acolhimento e participação plena. Como parceiro do festival, o Sesc Rio tem apoiado ativamente essas ações de acessibilidade, assim como outras iniciativas formativas.

Criado em 1992, o Panorama se consolidou como referência internacional das artes cênicas, ocupando não apenas palcos, mas também museus, ruas, praças e espaços públicos da cidade. Em mais de três décadas de história, o festival já reuniu milhares de artistas e técnicos, centenas de companhias e mais de 300 mil espectadores, com quase 40 milhões de retorno em mídia acumulado ao longo de sua trajetória. A edição é apresentada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e pela Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Caixa Cultural e parceria cultural do Sesc Rio, e realização da Jerimum Ideias.