Em Cima da Hora anuncia Lexa como nova Rainha de Bateria

Lexa – Nova Rainha de Bateria da Em Cima da Hora


Na noite desta terça, 05/05, o GRES Em Cima da Hora realizou no Rio Brasas na Barra da Tijuca uma grande festa fechada para anunciar novidades para o Carnaval 2027.

Em noite de gala e recebendo a imprensa do Carnaval, a escola azul e branca de Cavalcanti iniciou a festa apresentando sua equipe para o próximo ano. A presença do Patrono Vinícius Drumond chamou atenção dos convidados.

Entre reforços e renovações, o destaque vai para Patrick Carvalho, coreógrafo da comissão de frente, Igor Vianna, que chega para cantar ao lado de Igor Pitta, e a chegada de Cahê Rodrigues, carnavalesco que passa a formar dupla com Rodrigo Almeida, além de Mario Mendonça e Júnior Lima, que assumem a coordenação da ala de passistas, Wallace Capoeira na direção de Carnaval e Marcelo Varanda na Direção de Harmonia.

O time de musas da escola também contou com um reforço de peso. O elenco que já tinha Thays Busson, Ingrid Castro e Jessica Almeida agora conta também com Carol Padilha.

Ao som da bateria Sintonia de Cavalcanti a primeira surpresa da noite revelada: Lexa apareceu com um look azul e brilhante para ser apresentada como a Rainha de bateria da escola. Esbanjando simpatia e carisma, a cantora falou da alegria de estar de volta ao Carnaval e poder reinar pela primeira vez em frente a azul e branca.

“Estou muito feliz em fazer parte dessa Família. Estava morrendo de saudade do samba e a Em Cima da Hora me acolheu. Agora é minha casa também. Tão bom reencontrar tanta gente querida. O Mestre Leo Capoeira já foi meu mestre em outra oportunidade. Estou muito feliz”

Após o anúncio os carnavalescos Cahê Rodrigues e Rodrigo Almeida anunciaram a segunda novidade da noite: o enredo para o carnaval 2027: Com o título “Luzia Pinta, Da Calunga Grande aos Calundus da Cura”, o enredo mergulha na trajetória de uma figura histórica marcada pela resistência, espiritualidade e saber ancestral. A narrativa percorre a travessia forçada de uma mulher africana escravizada até o Brasil, sua reconexão com as raízes culturais e religiosas e o desenvolvimento de práticas de cura baseadas nos calundus, manifestações que mesclam tradições africanas, indígenas e elementos do catolicismo popular.

Ao longo do enredo, a agremiação destaca a importância desses saberes como formas de resistência e preservação cultural, evidenciando o papel de Luzia Pinta como símbolo de fé, coragem e enfrentamento às opressões de seu tempo. Sua história, marcada por acusações de feitiçaria e perseguição, ecoa até os dias atuais como um retrato da intolerância religiosa e da criminalização de práticas ancestrais.

A escolha do tema reforça uma linha conceitual do enredo já apresentada pela escola no Carnaval anterior, quando levou para a avenida uma narrativa voltada à ancestralidade feminina, exaltando as pombagiras como representações de força, identidade e espiritualidade.

Para 2027, a Em Cima da Hora amplia esse olhar, reafirmando seu compromisso com narrativas que colocam mulheres como protagonistas de suas próprias histórias.
Mais do que revisitar o passado, o enredo propõe uma reflexão sobre a permanência desses legados na cultura brasileira contemporânea, destacando como os ritos, cantos e práticas de cura atravessaram gerações e seguem vivos no cotidiano.

Em breve, a escola divulgará a sinopse oficial do enredo, dando início às próximas etapas do desenvolvimento do desfile rumo ao Carnaval 2027.