Foto: Stringer/Reuters
A Cruz Vermelha prestou homenagem, neste sábado (23), a três voluntários que teriam morrido após contraírem ebola enquanto manipulavam corpos. Eles estão entre as primeiras vítimas conhecidas do mais recente surto da doença na República Democrática do Congo.
A cepa Bundibugyo do ebola, para a qual não há vacina ou tratamento aprovado, foi declarada uma emergência de preocupação internacional pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Acredita-se que os três voluntários tenham contraído o vírus durante atividades de gerenciamento de cadáveres em 27 de março, como parte de uma missão humanitária não relacionada ao ebola, disse a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em um comunicado. Até aquele momento, o surto ainda não havia sido identificado, acrescentou.
Ajiko Chandiru Viviane, Sezabo Katanabo e Alikana Udumusi Augustin, que foram voluntários na filial de Mongbwalu, na província de Ituri, no nordeste do país, morreram em 5, 15 e 16 de maio, respectivamente, segundo a federação.
Os corpos das vítimas do ebola são altamente infecciosos após a morte, e os enterros inseguros — em que os membros da família manipulam o corpo sem o equipamento de proteção adequado — são um dos principais fatores de transmissão, que as equipes da federação estão trabalhando no local para evitar.
“Esses voluntários perderam suas vidas enquanto serviam suas comunidades com coragem e humanidade”, disse a federação. Os voluntários também estão indo de porta em porta para combater a desinformação sobre o ebola na área que é o centro do surto no Congo.
Fonte R7
