Dólar cai a R$ 5 e Ibovespa tem forte alta

Dólar em queda


O dólar fechou em queda de 0,74% nesta quarta-feira (20), cotado a R$ 5,0034. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,77%, aos 177.356 pontos.

No exterior, novas falas de Donald Trump, sobre as negociações de paz com o Irã ficaram no centro das atenções. O presidente americano afirmou que “dará uma chance” ao país do Oriente Médio e que “não tem pressa” nas negociações para encerrar definitivamente a guerra.

A afirmação mais uma vez leva o foco para o mercado internacional de petróleo, em meio a preocupações sobre a falta de oferta da commodity e os possíveis efeitos nos preços de energia pelo mundo — o que, por sua vez, pode manter os juros elevados por mais tempo em diversos países.

🔎 Apesar do cenário de cautela, os preços do petróleo recuaram nesta quarta-feira. Perto das 17h, o barril do Brent, referência internacional, caía 5,72%, para US$ 104,91, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado nos Estados Unidos, recuava 0,82%, para US$ 107,77.

E por falar em inflação e juros, os investidores também ficaram de olho na ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano). O documento indicou que os dirigentes da instituição estão mais preocupados que a guerra no Irã impulsione os preços no país e que estariam dispostos a voltar a subir as taxas de juros americanas para conter a inflação.

No Brasil, o cenário eleitoral segue no radar após pesquisa AtlasIntel mostrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Na terça-feira, Flávio admitiu que se reuniu com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo o senador, o objetivo foi “botar um ponto final na questão” e evitar que a produção do filme fosse interrompida.

🔎 Para o mercado, o episódio levanta dúvidas sobre a força eleitoral da oposição e sobre sua capacidade de lançar uma candidatura competitiva em 2026. Com isso, aumentam as apostas de menor alternância no poder, o que influencia as expectativas para as contas públicas e pode mexer com o dólar e a bolsa.

Mercados pelo mundo

Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta, recuperando-se de uma sequência de três dias de vendas e impulsionados pelo otimismo em relação às ações de tecnologia.

Ao final da sessão, o Dow Jones registrou alta de 1,31%, enquanto o S&P 500 teve ganhos de 1,07% e o Nasdaq Composite subiu 1,54%.

Na Europa, as bolsas fecharam perto das máximas nesta quarta-feira, impulsionadas por ações de setores de tecnologia e defesa e conforme investidores aguardam a divulgação de resultados da Nvidia, prevista para esta quarta-feira, após o fechamento dos mercados.

O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou em alta de 1,5%, aos 620,29 pontos. Já entre os principais mercados da região, o índice DAX, da Alemanha, avançou 1,38%, enquanto o CAC 40, da França, teve valorização de 1,70% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,99%.

Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou o pregão em queda. Na China, o índice CSI300, que reúne as principais empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,04%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,2%.

Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,6%. No Japão, o Nikkei 225 fechou em baixa de 1,2%, aos 59.804,41 pontos.