Minha Casa, Minha Vida em Uruguaiana no Rio Grande do Sul
Foi aprovada em março a ampliação do teto de renda e do valor máximo dos imóveis enquadrados em cada faixa do programa Minha Casa, Minha Vida pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS).
As novas regras foram publicadas pelo Ministério das Cidades no Diário Oficial da União (DOU), mas ainda dependem da operacionalização pela Caixa Econômica Federal, prevista para ocorrer até o fim do mês.
As alterações ampliam o alcance do programa e tornam o acesso ao financiamento mais fácil, principalmente para famílias da classe média que estavam próximas dos limites de renda exigidos.
Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas. Apesar da publicação no DOU, ainda não há data definida para o início das operações pela Caixa Econômica Federal, mas a previsão é de que elas comecem até o fim deste mês.
Limites por faixa (área urbana):
- Faixa 1: passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200, um aumento de 12%
- Faixa 2: passa a atender famílias com renda de R$ 3.200,01 até R$ 5 mil
- Faixa 3: passa a atender famílias com renda de R$ 5.000,01 até R$ 9.600
- Faixa 4: passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil
Limites por faixa (área rural):
- Faixa Rural 1: renda bruta familiar anual até R$ 50.000,00
- Faixa Rural 2: renda bruta familiar anual de R$ 50.000,01 até R$ 70.900,00
- Faixa Rural 3: renda bruta familiar anual de R$ 70.900,01 até R$ 134.000,00
Famílias que antes estavam próximas do limite entre as faixas passam a ser reenquadradas nas novas regras, o que pode garantir acesso a condições mais vantajosas de financiamento, como taxas de juros mais baixas e maior facilidade na aprovação do crédito.

O que muda para cada faixa de renda?
As mudanças para famílias da Faixa 1 consideram o reajuste do novo salário mínimo para R$ 1.621, de forma que esse público fique próximo a dois salários mínimos.
Na prática, famílias com renda de cerca de R$ 2.900, valor inferior a dois salários mínimos atuais, estavam enquadradas na Faixa 2 e passam agora para a Faixa 1, com acesso a taxas de juros mais baixas.
O objetivo é ampliar a capacidade de financiamento, facilitando o acesso à casa própria.
Por exemplo, uma família com renda mensal de R$ 4.900 migrará da Faixa 3 para a Faixa 2 e passará a pagar o financiamento com taxa de juros de 6,5% ao ano. Isso amplia a capacidade de compra para imóveis de até R$ 202 mil.
O teto do valor dos imóveis das Faixas 3 e 4 também foi ampliado, passando de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. Já os limites das Faixas 1 e 2 haviam sido atualizados em 2025 e entraram em vigor em janeiro.
Efeito direto nas taxas de juros
O programa funciona com juros progressivos: quanto maior a renda, maiores são as taxas aplicadas. Com a atualização dos limites, parte dos beneficiários passa a ser enquadrada em faixas com condições mais vantajosas, o que pode resultar em redução dos custos do financiamento.
Impacto no mercado imobiliário
O reajuste deve impulsionar a demanda por imóveis, especialmente entre famílias da classe média, que enfrentavam mais restrições de acesso ao crédito. Nesse contexto, o programa tem desempenhado um papel importante na sustentação do mercado imobiliário, principalmente em um cenário de crédito mais limitado fora do Minha Casa Minha vida.
Quais os requisitos para participar?
- Não possuir imóvel em seu nome, nem financiamento ativo pelo SFH, e não ter sido beneficiado anteriormente por outro programa habitacional;
- Morar na cidade onde pretende comprar o imóvel ou comprovar vínculo;
- Ser maior de 18 anos (ou emancipado) e ter capacidade civil para assinar contrato;
- Não ter restrições relevantes de crédito e estar em dia com obrigações públicas;
- Não ser funcionário da Caixa Econômica Federal;
- Comprovar renda compatível com as parcelas do financiamento.
O governo considera que a revisão das faixas atualiza o programa frente ao aumento dos preços dos imóveis e da renda da população, tornando a política habitacional mais eficaz e alinhada à realidade do país.
Fonte iG
