IZA fala sobre carreira e realização de sonhos profissionais na capa Vogue Brasil

Revista Vogue


Como não poderia ser diferente para uma artista nata, a avalanche de transformações na vida de Iza também trouxe mudanças em sua carreira. Agora, após álbuns de grande sucesso como Dona de Mim, de 2018, e Afrodhit, de 2023, a cantora se prepara para lançar o seu mais novo projeto, que define como o mais orgânico em sua carreira e que já ganhou spoilers: os singles “Caos e Sal”, “Tão Bonito” e “Eu e Você”, em parceria com Jota.pê. “A Nala me fez ter esse movimento de fazer, no meu trabalho, o que de fato me dá tesão, independentemente de métrica, algoritmo ou fã. Estou me reconectando com a chama inicial de onde tudo começou. Isso está me fazendo me reaproximar daquela Isabela que fazia covers”, compartilha, e adianta: “Este novo álbum é focado no reggae, que tem tudo a ver com a conexão com a vida real, de estar presente, espalhar o bem e estar conectada com a sua essência e ancestralidade”, adianta a cantora. “A filosofia do reggae é ser um som de declaração, de provocação, de denúncia, de profetizar, comunicar recados espirituais e sociais. O método de gravação vai ser totalmente diferente de tudo que eu já fiz. Eu sou fã de tecnologia, mas estou cansada de tudo cheio de filtro, falso e performático. Quero que as pessoas olhem o meu trabalho e saibam que foi feito por humanos”, completa.

Quem já observava a presença do gênero musical caribenho como um ponto-chave da sonoridade de Iza é Kenya Sade – para a jornalista, a cantora fez revolução ao se tornar um dos maiores nomes do pop brasileiro, em um cenário onde, historicamente, as mulheres negras não tinham destaque. “Ela trouxe para a indústria uma fusão do pop com R&B, soul e, é claro, reggae. A Iza enaltece os que vieram antes e abriram os caminhos para que ela pudesse hoje estar ali no palco ressignificando essas histórias e trajetórias”.

Engana-se quem acha que, após um turbilhão de mudanças, a cantora sonha menos. Pelo contrário: agora, ela sonha por duas, ou melhor, três: Iza, Isabela e Nala. “Quero ainda fazer tanta coisa. Sonho em cantar em português pelo mundo, atuar no cinema, voltar a estudar para me aprofundar em direção de arte e até abrir um estúdio de cerâmica!” Seja em cima do palco, como mãe, ao lado dos amigos e da família ou apaixonada, a mensagem é uma só: “As pessoas costumam dizer que nos diminuímos para caber, mas como vamos saber disso se não temos noção do nosso tamanho? Hoje eu sei o valor da minha grandeza”.