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A sucessão no comando da seleção francesa já está encaminhada. Ídolo nacional, Zinedine Zidane aceitou assumir a equipe após a próxima Copa do Mundo, em um movimento que encerra o longo ciclo de Didier Deschamps, no cargo desde 2012. A informação foi publicada pelo jornal Le Parisien, que aponta a existência de um acordo verbal entre o treinador e a Federação Francesa de Futebol (FFF), ainda pendente de formalização.
O tema ganhou força neste domingo após declarações do presidente da entidade, Philippe Diallo, que indicou já ter definido o sucessor, embora sem revelar o nome.
— Eu sei quem será. Precisamos de alguém que preencha muitos requisitos e tenha o apoio do povo francês, porque a seleção é a seleção dos franceses — afirmou, em entrevista ao Le Figaro.
Apesar do mistério público, nos bastidores o cenário é tratado como definido. Zidane, que aguardava a oportunidade desde 2022 — quando Deschamps renovou contrato após o vice-campeonato no Catar —, recusou propostas de clubes europeus nos últimos anos para priorizar o projeto de assumir os Bleus.
A fala de Diallo, porém, provocou repercussão imediata na França. Até então, a federação evitava qualquer sinalização para não interferir na preparação da equipe para a Copa. A antecipação do debate pode transformar Zidane em pauta constante durante o torneio.
Deschamps, por sua vez, já foi confrontado com situações semelhantes ao longo do ciclo, como a pressão pela volta de Karim Benzema, e não demonstra incômodo com o tema. Ainda assim, o momento da revelação é visto como inadequado por parte da imprensa local, já que amplia o ruído no ambiente da seleção.
O atual treinador deve ser questionado sobre a possível sucessão na próxima quarta-feira, antes do amistoso entre França e Brasil, em Boston.
Internamente, a chegada de Zidane é tratada com entusiasmo. Além do peso esportivo — o ex-meia conquistou três títulos da Liga dos Campeões como técnico do Real Madrid —, a federação projeta impacto direto no mercado.
