O tornado que atingiu a cidade de Pedro Osório (RS) e deixou um rastro de destruição foi classificado como F2, com ventos de até 200km/h, segundo avaliação de meteorologistas da MetSul.

O evento atingiu o distrito de Matarazzo por volta das 17h15, no interior da cidade, mas também causou danos em área urbana, dentre quedas de postes e árvores e destelhamentos. Segundo a MetSul, ele teve associação a uma supercédula, tipo de tempestade extremamente forte com rotação.
O tornado teve força para arrancar árvores grandes pela raiz, o que pode ser visto em um dos vídeos publicados nesta reportagem do iG: Tornado no Sul deixa rastro de destruição; veja vídeos
Além de danos mais conhecidos, como destelhamentos, casas, galpões, cercas e até máquinas agrícolas também foram destruídas ou arrastadas pela força dos ventos. Apesar disso, não houve feridos.
Meteorologistas classificam tornados pelos danos causados
De acordo com a MetSul Meteorologia, a avaliação preliminar se baseou nos danos observados na cidade, que podem ser classificados como F1 na maior parte dos pontos, e F2, em outros.
Ainda assim, o tornado foi classificado como F2. Uma da principais métricas para avaliação é a destruição causada pelo evento, de acordo com a Escala Fujita original (F).
A classificação é menor do que o último tornado registrado no Rio Grande do Sul, que foi classificado como F3 pelos danos mais severos e maior velocidade nos ventos.
- Entenda mais: O que é a Escala Fujita?
O tornado que passou na Vila Matarazzo teve força para destruir árvores e algumas estruturas. Os ventos conseguiram tirar telhados por inteiro de casas e comprometer completamente estruturas mais frágeis, como os galpões da área rural.
Algumas construções tiveram danos mais sérios, como paredes externas destruídas. Contudo, uma classificação definitiva depende de uma análise na qualidade das construções.
A formação do tornado foi favorecida pelo encontro entre duas massas de ar, uma quente, e outra fria. O choque entre as duas “lança” ventos de diferentes velocidades em diferentes direções (chamado de cisalhamento), o que origina o movimento de rotação até o solo e forma o evento.


