A região metropolitana do Rio de Janeiro contabilizou 95.562 admissões e 106.002 desligamentos em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. A regional abrange municípios como Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, entre outras cidades da Região Metropolitana fluminense, refletindo a movimentação do mercado formal no início de 2026.

Entre os admitidos, 57,69% foram homens (55.131) e 42,31% mulheres (40.431). O ensino médio completo concentrou a maior parte das contratações, com 67,34% do total (64.350 trabalhadores), seguido por ensino superior completo (10,94%) e ensino fundamental completo (6,24%), indicando predominância de vagas com exigência de qualificação intermediária.
Na distribuição etária, a faixa de 30 a 39 anos respondeu por 26,78% das admissões, seguida pelo grupo de 18 a 24 anos (23,51%) e de 40 a 49 anos (19,35%), demonstrando absorção relevante de profissionais em diferentes estágios da trajetória profissional.
Setorialmente, serviços liderou as contratações na região, com 59.134 admissões (61,88% do total), seguido por comércio (22,20%), construção (10,27%), indústria (5,54%) e agropecuária (0,11%). A composição reflete o perfil econômico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, fortemente baseado em atividades de serviços e comércio.
No cenário nacional, o mercado formal registrou 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos em janeiro, com saldo positivo de 112.334 vagas. O setor de serviços foi o principal motor das contratações no país, seguido por construção e indústria, mantendo a trajetória de geração líquida de empregos no início do ano.
Trabalho temporário
Na região do Rio de Janeiro foram registradas 1.920 admissões na modalidade temporária em janeiro, representando 2,01% do total de contratações no período. No estado do Rio de Janeiro, foram contabilizadas 2.024 admissões temporárias no mês. No país, o trabalho temporário registrou 95.649 admissões e 84.265 desligamentos, com saldo positivo de 11.384 vagas, concentrado majoritariamente no setor de serviços.
Para Leandro Jesus, gerente regional da Employer Recursos Humanos no Rio de Janeiro, o comportamento do mercado regional reflete a dinâmica econômica da região metropolitana. “O trabalho temporário é uma ferramenta estratégica para que as empresas ajustem suas equipes com maior flexibilidade e segurança jurídica, especialmente em setores com demanda variável. Para o trabalhador, representa oportunidade de inserção formal, geração de renda e possibilidade de efetivação”, afirma.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.
Sobre a Employer Recursos Humanos
Uma das maiores empresas de RH do país, a Employer é especialista em tecnologias para Recursos Humanos, com soluções web como folha de pagamento online, ponto eletrônico e sistema de holerite online. Com mais de 40 filiais distribuídas estrategicamente pelo Brasil, a Employer tem em seu portfólio grandes e importantes companhias nacionais e internacionais, que buscam soluções eficientes, capazes de simplificar as rotinas do RH.
