Paul McCartney diz que John Lennon “podia ser um completo idiota”

Paul McCartney e John Lennon 


Sir Paul McCartney admitiu que seu falecido colega de banda dos Beatles, John Lennon, “podia ser um completo idiota”, ao refletir sobre o período notoriamente tenso do início dos anos 70.

Durante uma conversa franca com o diretor Judd Apatow, McCartney foi questionado sobre o motivo de Lennon parecer irritado com os rumos que ele tomou após o fim dos Beatles. O cineasta perguntou: “Havia uma certa alegria ali — ele praticando a terapia do grito primal enquanto você se divertia? O que você acha que o incomodava nisso?”

McCartney respondeu sobre sua fase com a banda Wings: “Bem, não sei. Acho que talvez ele esperasse mais de mim. Ele esperava algo diferente de mim, e eu não estava fazendo isso. Eu estava apenas sendo ‘excêntrico'”.

Ele acrescentou, sem rodeios: “Sempre achei o John muito legal, e ainda acho. Mas ele podia ser um completo idiota em relação a certas coisas”.

Apesar dos conflitos, McCartney disse que o comportamento de Lennon nunca mudou a forma como ele o via: “Não importava — e de fato não importava — o que ele dizia ou fazia, porque eu o conhecia desde os 15 anos; ele era aquele cara maluco que eu conhecia, e eu realmente o admirava”.

A lenda da música, hoje com 84 anos, formou o Wings em 1971 com sua então esposa, Linda McCartney, e Denny Laine, apenas um ano após *Let It Be*, o último álbum dos Beatles.

O Wings — que também contava com Denny Seiwell e o ex-guitarrista do Moody Blues, Denny Laine — lançou sete álbuns, incluindo o aclamado LP de 1973, *Band on the Run*.

Lennon criticou publicamente o trabalho solo inicial de McCartney, declarando em 1971 que não conseguia imaginar trabalhar com ele novamente. Mais tarde, McCartney admitiu que várias letras do álbum *Ram* — particularmente em “Too Many People” — continham alfinetadas direcionadas a Lennon. Em 1975, Lennon elogiava *Band on the Run*, dizendo: “O Wings está sempre mudando. É algo conceitual. Quer dizer, eles são músicos de apoio para o Paul. Não importa quem esteja tocando. Você pode chamá-los de Wings, mas é música do Paul McCartney. E é um trabalho muito bom”.