Ingressos da Disney ficam mais caros e podem chegar a US$ 229

Quem está planejando uma viagem para Orlando nos próximos anos vai precisar reservar um pouco mais do orçamento para visitar o Walt Disney World. O complexo anunciou um novo reajuste em seus preços, atingindo não apenas os ingressos dos parques, mas também passes anuais e serviços pagos que permitem reduzir o tempo nas filas das atrações.

Foto: Eduardo Maia/Jornal O Globo

Entre as mudanças, chama atenção o preço máximo do ingresso de um dia para o Magic Kingdom, parque mais visitado do complexo. Em determinadas datas de maior procura, o valor poderá chegar a US$ 229 em 2027. A Disney trabalha com preços dinâmicos, o que significa que o valor do ingresso varia de acordo com o parque escolhido, a data da visita e a demanda esperada para aquele período.

O aumento também chegou aos passes anuais. O passe mais completo oferecido pelo Walt Disney World teve reajuste de US$ 120, passando a custar US$ 1.749. A modalidade é voltada principalmente para visitantes frequentes e oferece maior flexibilidade de acesso aos parques ao longo do ano, além de outros benefícios previstos pelo programa.

Lightning Lane também fica mais caro
Outro serviço que pesará mais no bolso dos visitantes é o Lightning Lane Premier Pass, modalidade que permite acessar determinadas atrações utilizando as entradas Lightning Lane sem a necessidade de selecionar previamente horários individuais para cada experiência. O preço máximo do serviço teve aumento de US$ 50 e poderá chegar a US$ 499, dependendo da data e do parque.

Na prática, para uma família, os valores podem representar uma diferença significativa no orçamento da viagem, principalmente quando ingressos, alimentação, hospedagem, estacionamento e serviços adicionais são considerados em conjunto.

Preços subiram até 84% em uma década

O novo reajuste faz parte de um movimento de aumento dos preços observado nos últimos anos. Segundo levantamento do site Mickey Visit, os ingressos do Walt Disney World ficaram até 84% mais caros na última década, dependendo do tipo de entrada e do período analisado.

A política de preços dinâmicos também faz com que períodos tradicionalmente disputados, como Natal, Ano-Novo, férias escolares e feriados americanos, tenham ingressos consideravelmente mais caros do que datas de menor procura. Para brasileiros que viajam para os Estados Unidos, há ainda outro componente importante: como os valores são cobrados em dólar, a cotação da moeda pode ampliar ainda mais o impacto no orçamento.

Disney vive uma das maiores expansões dos últimos anos

Os reajustes acontecem ao mesmo tempo em que o Walt Disney World atravessa um grande ciclo de investimentos e expansão de seus parques na Flórida. Entre os projetos anunciados estão novas áreas inspiradas em Cars, Monsters, Inc. e nos vilões clássicos da Disney, que deverão ampliar significativamente a oferta de atrações do complexo nos próximos anos.

As novidades fazem parte da estratégia da companhia para renovar seus parques e criar novas experiências para os visitantes. Para quem pretende conhecer essas áreas quando estiverem prontas, porém, uma coisa já parece certa: visitar o lugar onde os sonhos se tornam realidade também exigirá um orçamento cada vez maior.

Dica do Vitor

Com os preços subindo, é natural que muita gente saia em busca de alternativas mais baratas, e é exatamente aí que mora o perigo. Minha recomendação é comprar os ingressos diretamente no site oficial da Disney ou por revendedores autorizados. Nos Estados Unidos, as agências reconhecidas oficialmente pelo complexo recebem o selo Authorized Disney Vacation Planner, concedido por meio do programa EarMarked, e costumam exibir o logotipo com as orelhinhas do Mickey. No Brasil, a venda de ingressos e pacotes é feita por operadoras oficiais credenciadas pela Disney, e vale sempre confirmar se a empresa realmente faz parte dessa lista antes de fechar qualquer compra. Desconfie de ofertas muito abaixo do valor praticado no site oficial. Quem define o preço dos ingressos é a própria Disney, e os revendedores autorizados trabalham com valores próximos aos da tabela oficial, sem descontos milagrosos. Nos últimos anos, já vimos diversos casos de empresas que venderam ingressos que nunca foram entregues, deixando famílias inteiras na mão às vésperas da viagem. Por isso, na hora de ir atrás do preço baixo, a atenção precisa ser redobrada, porque uma economia de poucos dólares pode sair muito cara.