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Flamengo lidera convocação de 2026, que tem a maior presença de jogadores do Brasileirão desde 2002

A convocação oficial para o Mundial de 2026 mostra uma mudança relevante em relação às últimas edições. Embora a Europa ainda concentre a maior parte dos nomes, o grupo brasileiro tem a maior presença de jogadores que atuam no país desde 2002.

Jogadores do Flamengo na Seleção Brasileira

Segundo levantamento exclusivo da Betfair, uma das maiores casas de apostas online do mundo, 7 dos 26 convocados para 2026 atuam no futebol brasileiro, o equivalente a 27% do grupo e a maior presença de atletas do país desde 2002. O dado faz parte da landing page “O valor da nossa paixão nacional”, criada pela Betfair para reunir análises sobre valor de mercado, clubes, jogadores convocados e desempenho da seleção ao longo dos últimos ciclos mundiais.

A plataforma também conta com uma ferramenta interativa, na qual os torcedores podem montar sua própria seleção dos sonhos com jogadores desde a geração de 2006, testar formações táticas e comparar o valor de mercado dos times. Os dados completos estão disponíveis na Calculadora da Seleção Nacional, landing page exclusiva da Betfair dedicada ao estudo.

Flamengo é o clube com mais convocados em 2026

O Flamengo aparece como o clube mais presente na convocação oficial de 2026, com quatro representantes: Alex Sandro, Danilo, Lucas Paquetá e Léo Pereira.

Entre os atletas convocados que atuam no país, estão nomes com longas passagens pelo futebol europeu, como Alex Sandro, Danilo, Lucas Paquetá e Neymar, o que ajuda a explicar a maior presença de jogadores do futebol brasileiro sem eliminar a influência europeia na formação do grupo.

O cenário contrasta com edições anteriores. Em 2006, apenas 2 dos 23 convocados atuavam no Brasil, menos de 10% da lista. Em 2010, a concentração europeia seguiu forte, com 21 dos 23 jogadores atuando fora do país. Em 2018, o padrão se repetiu, também com 21 atletas em clubes europeus.

Em 2002, ano do pentacampeonato, o elenco ainda tinha uma presença mais significativa de jogadores atuando no Brasil: 8 dos 23 convocados, cerca de 35% da lista. Corinthians e São Paulo foram os clubes mais presentes naquele ciclo, com três jogadores cada.

A partir de 2006, a Europa passou a dominar a composição da seleção, especialmente por meio dos campeonatos da Itália, Espanha e Inglaterra. Essa predominância ainda aparece em 2026, apesar do crescimento da presença de atletas que atuam no Brasil.Em 2014, o Chelsea liderou a lista, também com quatro atletas. Em 2018, o Manchester City foi o clube mais representado. Já em 2022, Manchester United, Real Madrid e Juventus empataram com três jogadores cada.

Apesar da liderança do Flamengo em 2026, o Real Madrid segue como o clube que mais cedeu jogadores à seleção nos ciclos analisados desde 2002, com 14 convocações no período. Na sequência estão Barcelona e PSG, ambos com 9, seguidos por Flamengo e Inter de Milão, com 8 cada.

2002 ainda é referência em eficiência ofensiva

Além dos dados sobre clubes e convocados, o levantamento da Betfair também mostra que a geração de 2002 segue como a mais eficiente no ataque entre as Copas analisadas neste século. Na campanha do pentacampeonato, o Brasil marcou 18 gols em sete jogos, com média de 2,57 gols por partida.

O desempenho foi impulsionado principalmente por Ronaldo e Rivaldo, responsáveis por 13 dos 18 gols da equipe, o equivalente a 72% do total marcado pelo Brasil naquela edição. Ronaldo terminou a Copa com oito gols, enquanto Rivaldo marcou cinco.

Desde então, a seleção não voltou a superar a média de dois gols por jogo em uma Copa. Em 2006, foram 10 gols em cinco partidas, média de 2,0. Em 2010, o Brasil marcou nove gols em cinco jogos, com média de 1,8. Em 2014, mesmo disputando sete partidas, a equipe marcou 11 gols, média de 1,57. Em 2018 e 2022, o número foi o mesmo: oito gols em cinco jogos, média de 1,6 por partida.

O estudo também mostra uma mudança no perfil ofensivo da seleção. Depois de 2002, os gols passaram a ser mais distribuídos entre diferentes jogadores, mas nenhum atleta brasileiro repetiu o protagonismo de Ronaldo naquela edição. Neymar, somando suas participações entre 2014 e 2022, marcou oito gols. Luís Fabiano, em 2010, e Richarlison, em 2022, marcaram três gols cada.