Cirurgia facial
A cirurgia plástica facial atravessa uma mudança estrutural. Dados do Global Survey 2023 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que mais de 1,5 milhão de blefaroplastias foram realizadas no mundo no último levantamento anual, mantendo o procedimento entre os mais executados globalmente. O lifting facial também segue em alta, com crescimento progressivo após a pandemia e consolidação entre as cirurgias de maior demanda.
O avanço numérico acompanha uma mudança técnica: a substituição da tração superficial da pele por técnicas que reposicionam músculos, ligamentos e compartimentos de gordura, preservando identidade e expressão.
Danielle Gondim, cirurgiã plástica com atuação exclusiva em cirurgia facial e especialista em rejuvenescimento profundo, formada pelo Instituto Ivo Pitanguy e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, afirma que o conceito de rejuvenescimento deixou de estar associado à transformação. “O envelhecimento não acontece apenas na pele. Ele envolve estruturas profundas. Quando tratamos essas camadas, não mudamos o rosto, restauramos o que foi deslocado pelo tempo”, diz.
Segundo a médica, a rejeição a resultados artificiais impulsionou a mudança de abordagem. “O paciente não quer parecer operado. Ele quer parecer descansado, com expressão preservada. A cirurgia moderna busca naturalidade”, afirma.
Técnicas como o Deep Plane Facelift atuam abaixo do sistema músculo-aponeurótico superficial, permitindo reposicionar estruturas profundas da face e do pescoço. A proposta é recuperar contorno mandibular, suavizar sulcos e tratar flacidez sem o aspecto tensionado que marcou décadas anteriores.
O mesmo raciocínio se aplica à cirurgia das pálpebras. A blefaroplastia, hoje, não se limita à retirada de excesso de pele, mas busca preservar formato e função do olhar. Procedimentos como browlift e liplift podem ser associados para reequilibrar proporções. Já o enxerto de gordura com técnicas como microfat e nanofat contribui para restaurar volume e melhorar qualidade da pele.
“Não é uma soma de procedimentos. É um planejamento individualizado. Avaliamos proporção, estrutura óssea, qualidade da pele e expectativa emocional antes de qualquer indicação”, explica.
A especialista aponta cinco critérios essenciais antes de optar por uma restauração facial
A decisão cirúrgica exige critérios técnicos e maturidade emocional. A especialista destaca cinco pontos essenciais.
Antes de qualquer indicação, é necessário compreender o grau de envelhecimento estrutural.
- Diagnóstico anatômico completo
A avaliação deve considerar ossos, ligamentos, gordura e pele. “Sem entender a anatomia profunda, trata-se apenas a superfície”, afirma.
- Titulação reconhecida
O médico deve ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e ter treinamento específico em cirurgia facial.
- Harmonia entre face e pescoço
Procedimentos isolados podem comprometer equilíbrio estético. A análise integrada tende a gerar resultados mais naturais.
- Clareza sobre limites da cirurgia
“A técnica restaura estruturas, mas não interrompe o envelhecimento. Promessas irreais devem ser vistas com cautela”, alerta. - Estrutura hospitalar adequada
Equipe qualificada, anestesista experiente e ambiente seguro reduzem riscos e garantem previsibilidade.
Benefícios e cuidados
Entre as vantagens da abordagem restauradora estão naturalidade, preservação da expressão e maior durabilidade dos resultados, já que a técnica atua na causa estrutural da flacidez. Ainda assim, trata-se de cirurgia de médio porte, que exige repouso, acompanhamento e disciplina no pós-operatório.
“A sofisticação da cirurgia atual está em ser imperceptível. Quando alguém nota que a paciente está bem, mas não identifica o que foi feito, significa que a restauração respeitou a identidade dela”, conclui.
Sobre Danielle Gondim
Dra. Danielle é cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no renomado Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou diversos fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo os centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri.
Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar sobre sua expertise técnica nos congressos mais relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, seu trabalho foi premiado no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica, realizado em Singapura.
Criadora da técnica Singular Restore®, Dra. Danielle alia ciência e arte para alcançar resultados singulares e naturais, nos quais a beleza e a jovialidade se destacam sem evidência da intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente.
Procurada por pacientes de diferentes países, a cirurgiã também recebe semanalmente médicos do Brasil e do exterior interessados em conhecer de perto sua expertise técnica.
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Fontes de pesquisa
International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)
Global Survey 2023
https://www.isaps.org/discover/about-isaps/global-statistics/isaps-global-survey-2023/
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
Informações institucionais e consulta de especialistas
https://www.cirurgiaplastica.org.br
https://www.cirurgiaplastica.org.br/cirurgiao-plastico/consulta-ao-especialista/
