O Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (CIEE Rio) fechou o primeiro semestre de 2026, com 25% de aumento na contratação de aprendizes se comparados com o mesmo período do ano passado. São mais de 25 mil jovens no Programa de Jovem Aprendiz no Estado do Rio de Janeiro que estão em capacitação do CIEE Rio. No estágio, são mais de 35 mil estudantes. A previsão para o segundo semestre segue otimista, também com crescimento 25%, se comparado com o segundo semestre de 2025.
Para atender toda esta demanda o CIEE Rio tem, hoje, 33 polos de capacitação no Estado do Rio de Janeiro, além da formação em modo Ensino à Distância (EaD), atendendo empresas em cidades menores. No primeiro semestre há maior volume de vagas abertas, consequência da reposição de contratos encerrados para estagiários e aprendizes, em empresas privadas e órgão públicos.
O potencial de contratação no Estado do Rio de Janeiro é de quase 90 mil jovens. O CIEE Rio não mede esforços para apoiar, incentivar políticas públicas que diminuam as diferenças sociais e esclareçam os benefícios para as empresas que precisam contratar Jovens Aprendizes. Com uma equipe altamente qualificada o CIEE Rio traz segurança jurídica, um dos pontos importantes para as empresas, com regras mais claras sobre a contratação, execução e fiscalização da legislação. Também reduz interpretações divergentes em auditorias, entre outros benefícios.
“Quem define o valor da bolsa-auxílio para o estagiário é a empresa. O CIEE Rio orienta sobre o valor de mercado. E o salário do aprendiz é pago por hora trabalhada, conforme previsto na Lei da Aprendizagem. A média dos salários dos aprendizes é entre R$ 884,00 a R$1.200,00”, explica Luiz Gustavo Coppola, superintendente geral do CIEE Rio.
Com a consolidação da aprendizagem como política estruturante de formação de mão de obra é possível que as empresas tenham previsão para investirem em programas de médio e longo prazo, formando talentos e absorvendo parte destes jovens para o futuro quadro de colaboradores da empresa. O papel do CIEE Rio como entidade formadora é fundamental para a qualidade do aprendizado, tornando o jovem apto para a cultura e processos da empresa.
A aprendizagem deixa de ser uma obrigação legal e passa a ser uma estratégia inteligente: reduz riscos, forma talentos e fortalece a imagem da empresa — tudo ao mesmo tempo.
Programas do CIEE Rio inserem R$ 650 milhões na economia do Rio
Em 2025, R$ 650 milhões foram pagos em bolsas-auxílio aos estagiários e salários pagos aos jovens aprendizes com carteira assinada, do Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (CIEE Rio). A média do valor da bolsa-auxílio dos estagiários é de R$1.076,80. A média dos salários dos aprendizes é de R$ 884,80.
O Estado do Rio de Janeiro tem um potencial para contratação de quase 90 mil jovens aprendizes. Mas hoje são 57 mil. Destes, 25 mil (ou 34%) são capacitados pelo CIEE Rio. “A contratação do aprendiz é feita através da Lei de Aprendizagem 10.097/2000. Ela estabelece que empresas de médio e grande porte são obrigadas a contratar jovens aprendizes entre 14 e 24 anos incompletos, com contrato de trabalho especial que combina formação teórica e prática em uma instituição formadora. O objetivo principal é a inclusão social e a capacitação profissional desses jovens. Nosso programa, Jovem Aprendiz, atende principalmente jovens em vulnerabilidade social. Estes jovens são encaminhados por uma rede sócio assistencial do Estado, como Cras, Creas e outras instituições”, explica Coppola. Até o final do ano, diz Coppola, o empenho é para que o Estado do Rio chegue a 89 mil aprendizes contratados. “Os benefícios são para todos, mas, principalmente para o jovem. Ele colabora nas despesas da casa, paga os estudos, consegue comprar produtos que antes não seria possível”, acredita.
Em recente estudo publicado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), “a lei teve efeitos marcantes na economia formal do país: de 2001 a 2005, o número de aprendizes empregados cresceu mais de 10 vezes. (…) Na prática, o novo marco regulatório resultou em uma expansão significativa do programa, aumentando o número de aprendizes de menos de 10 mil entre 1998 e 2000 para quase 150 mil entre 2001 e 2005. Essa expansão, contudo, ocorreu de forma heterogênea nas diferentes microrregiões brasileiras: enquanto alguns mercados locais de trabalho substituíram uma parcela grande de seus contratos temporários formais por aprendizes, outros se mantiveram muito próximos à situação pré-reforma”, no Brasil.

