Até pouco tempo atrás, os tumores do aparelho digestivo eram vistos principalmente como doenças do envelhecimento. Hoje, essa realidade mudou. Especialistas têm observado um crescimento preocupante de casos em pessoas cada vez mais jovens, especialmente do câncer colorretal, considerado um dos mais frequentes no Brasil.
Por trás desse aumento estão mudanças importantes no estilo de vida da população. Alimentação rica em produtos ultraprocessados, excesso de gordura, consumo de álcool, tabagismo e falta de atividade física figuram entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.
“O padrão alimentar moderno e o sedentarismo têm impacto direto sobre a saúde intestinal e ajudam a explicar parte desse aumento dos tumores digestivos”, explica o Dr. Ernesto Alarcon, cirurgião geral e especialista em videolaparoscopia.
Além do câncer colorretal, especialistas também observam crescimento na incidência de tumores que acometem o estômago, pâncreas, esôfago e fígado.
O cenário exige atenção. Muitas dessas doenças podem evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.
Embora alguns tumores digestivos não apresentem sinais nas fases iniciais, alguns sintomas merecem investigação médica:
– Alterações persistentes no funcionamento intestinal;
– Sangramento nas fezes;
– Dor abdominal frequente;
– Perda de peso sem causa aparente;
– Sensação constante de cansaço;
– Dificuldade para engolir ou desconforto digestivo persistente.
– Diagnóstico precoce pode mudar o prognóstico
A boa notícia é que as chances de cura aumentam significativamente quando o diagnóstico acontece precocemente.
Exames como colonoscopia e pesquisa de sangue oculto nas fezes permitem identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas ou detectar lesões ainda em estágio inicial.
“Quando descobrimos o problema precocemente, as possibilidades de tratamento e cura são muito maiores”, destaca o Dr. Alarcon.
Avanços que trazem esperança
A medicina tem avançado rapidamente no combate aos tumores digestivos. Novas estratégias terapêuticas, como imunoterapia, terapias-alvo e outras abordagens personalizadas, vêm ampliando as opções de tratamento e aumentando a sobrevida dos pacientes.
Apesar dos avanços, os especialistas são unânimes: a prevenção continua sendo a melhor estratégia.
Manter uma alimentação rica em fibras, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool e praticar atividades físicas regularmente são medidas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
“Cuidar dos hábitos de vida e realizar exames preventivos quando indicados ainda são as ferramentas mais eficazes para proteger a saúde e salvar vidas”, conclui o Dr. Ernesto Alarcon.
Créditos:
Dr. Ernesto Alarcon
Cirurgião Geral especialista em videolaparoscopia e atuação com enfase em Cirurgia Geral e Digestiva. Clinica em SP
Cirurgias de hérnias, vesículas,vasectomia,Bariátrica, entre outros.
Coordenador e Chefe de Equipes Médicas em Alguns Hospitais em São Paulo.
https://drernestoalarcon.com.br
@drernestoalarcon



