Bárbara Borges
Bárbara Borges, de 47 anos, usou as redes sociais nesta segunda-feira (23) para relatar uma tentativa de furto que sofreu em Copacabana, no Rio de Janeiro no domingo (22). Segundo ela, a ação foi realizada por motoqueiros que utilizavam mochilas de entrega com a logo de um aplicativo e havia acabado de almoçar na região, por volta das 14h.
“Apesar de eu já ter visto vários vídeos de pessoas vítimas desse tipo de roubo, eu pensei em mandar uma mensagem para um amigo em frente à porta do restaurante, peguei o celular e pensei assim: ‘Vai ser rapidinho’. Eu comecei a escrever a mensagem, no entanto, a gente vive em estado de alerta”, conta.
“Então eu estava com a minha antena parabólica ligada e eis que eu consegui perceber, sentir, visualizar uma moto passando, identifiquei a logo famosa e aí, em questão de segundos, a moto já subiu em cima da calçada. E nesse tempo em que estava vindo na minha direção, foi o tempo que eu consegui travar o celular aqui com os meus dedos, com a minha mão”, relembra Bárbara.
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Segundo ela, no momento em que sentiu a aproximação da mão vindo, ela reagiu com um grito de espanto e ao mesmo tempo conseguiu fazer um movimento contrário ao dele. “Senti a mão da pessoa ainda batendo aqui nos meus dedos, só que ele não conseguiu pegar bem, mas senti aquele solavanco da moto, ele foi”.
“As pessoas que estavam na rua pararam e vieram até mim e falaram: ‘Está tudo bem?’. Ainda cheguei em casa com a adrenalina muito alta, mesmo não tendo conseguido roubar, eu acho que só o ato, né, a situação. Ontem, para dormir, eu fiquei revisitando toda hora esse momento e aqueles segundos em que eu tensionei meu corpo. Eu sabia do risco e, ainda assim, eu pensei assim, poxa, rapidinho, porque a gente sempre acha que nunca vai acontecer com a gente”, completa.
Bárbara destacou ser impressionante como, hoje em dia, qualquer pessoa pode circular pela cidade com a identidade visual de um aplicativo amplamente conhecido, que deveria transmitir segurança. No entanto, segundo ela, isso acaba sendo usado como disfarce para esse tipo de crime.
“Estamos vulneráveis, porque a gente, a gente vive uma falha estrutural do nosso estado que não entrega para a sociedade o básico, que é a segurança, e ainda tem esses aplicativos que, indiretamente, acabam facilitando, porque não existe uma fiscalização, acaba sobrando o quê? Para a gente”, finaliza a atriz.
