Uma onda de calor atípica para a estação deve elevar as temperaturas em até 10°C acima da média histórica em diversas regiões do Brasil, ampliando riscos que vão além da saúde e impactam severamente a segurança nas estradas nacionais. O calor extremo está diretamente associado ao aumento da mortalidade entre idosos, com evidências de que cada dia adicional de calor intenso eleva em 1,016 óbito por 100 mil idosos, o equivalente a um avanço de cerca de 0,56% na taxa média mensal. Esse efeito se soma a uma alta relevante nas internações por desidratação, exaustão térmica e eventos cardiovasculares. Nas rodovias, o cenário se agrava, o calor excessivo acelera o desgaste de pneus, aumentando o risco de estouros devido à alta temperatura do asfalto e ao atrito contínuo, um dos fatores que contribuem para acidentes, especialmente em viagens longas e transporte de carga. Ao mesmo tempo, motoristas também são afetados, com maior incidência de fadiga, desidratação e perda de atenção, o que amplia o risco de colisões em um ambiente já pressionado pelas condições climáticas extremas.
Diante desse cenário, a resposta exige preparo estruturado e atuação preventiva, especialmente em pontos de alta circulação como rodovias e aeroportos. O Grupo Med+, que atua diretamente nesses ambientes, tem intensificado protocolos para atender ocorrências associadas ao calor, que vão desde mal súbito de motoristas até acidentes provocados por falhas mecânicas agravadas pelas altas temperaturas. A estratégia passa por posicionamento de equipes em pontos críticos, monitoramento contínuo e capacidade de resposta rápida em situações de emergência. “O calor extremo amplia riscos que muitas vezes não são percebidos de imediato, como falhas mecânicas e perda de capacidade física do motorista. Ter equipes preparadas e estrutura adequada nesses ambientes é essencial para reduzir o tempo de resposta e evitar que ocorrências evoluam para situações mais graves”, afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.
Do ponto de vista médico, o impacto do calor sobre o organismo também contribui diretamente para o aumento de acidentes. A desidratação reduz a capacidade cognitiva, provoca tontura, diminui o tempo de reação e pode levar a episódios de mal-estar súbito ao volante. Em casos mais graves, há risco de desmaios, arritmias e eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com histórico clínico. Medidas preventivas são decisivas, como manter hidratação constante, fazer pausas regulares em viagens longas, evitar dirigir nos horários mais quentes do dia e checar as condições do veículo, especialmente pneus e sistema de arrefecimento. Em operações estruturadas, a presença de equipes capacitadas para atendimento imediato se torna um diferencial crítico. “A onda de calor atípica (até 10°C acima da média) força o coração a trabalhar mais, o que pode desencadear infartos ou arritmias em indivíduos com condições preexistentes, dessa forma, faz-se necessário pausas estratégicas em local seguro (SAU) para levantar do carro (ameniza a fadiga mental), descansar, andar o que ajuda no retorno venoso (previne inchaço nos membros inferiores e previne trombose venosa profunda), hidratação e voltar para a rodovia mais inteiro e atento. Uma dica para a hidratação adequada é multiplicar o peso vezes 35 para uma hidratação adequada principalmente em idosos que já são desidratados pelo fator idade”, explica Dr. Heleno Strobel Rosa, médico especialista do Grupo Med+, médico especialista do Grupo Med+. Em um cenário de calor cada vez mais intenso e frequente, a segurança passa a depender não apenas da condução, mas da capacidade de antecipar riscos e responder rapidamente a eles. Pausas estratégicas salvam vidas.
