Para a alegria do público que lotou a Arena Carioca 1, na manhã deste domingo (21), Rebeca Andrade voltou a subir ao pódio da ginástica artística. Depois de uma pausa de quase dois anos para cuidar da mente e do corpo, a maior medalhista olímpica do Brasil conquistou a medalha de ouro no salto no Pan do Rio, com a média de 14.266 em duas tentativas, e levou a torcida à loucura.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/u/F/ZFIFOJRHSJwGL30sOIdg/whatsapp-image-2026-06-21-at-10.47.15.jpeg)
O primeiro salto da ginasta foi executado praticamente sem falhas, e já valeu a nota mais alta da disputa, com 14.433. Precisando da maior média entre duas tentativas, Rebeca acabou saindo um pouco da linha na chegada na segunda chance, mas o resultado final não foi comprometido. Com a nota 13.700, a maior campeã do Brasil na ginástica voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, com a média de 14.266, e conquistou a primeira medalha do país no salto em um Pan-Americano.
A canadense Lia Monica ficou com o segundo lugar, com a média de 14.249, seguida pela americana Claire Pease, que levou o bronze, com 13.916.
Durante as classificatórias, Rebeca alcançou o maior resultado individual entre todos os aparelhos, ao disputar apenas o salto – prova em que tem duas medalhas olímpicas, um ouro (Tóquio 2020) e uma prata (Paris 2024). A brasileira recebeu a nota 14.533 e ajudou a seleção feminina a conquistar a prata por equipes.
A ginasta anunciou seu retorno às competições em abril, depois de ter tirado um período fora dos holofotes, logo após os Jogos de Paris – competição em que conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Rebeca escolheu o Pan do Rio como palco de sua volta.
Vitaliy Guimarães é bronze no solo
O dia começou na Arena Carioca 1 com as finais do solo masculino, primeira prova com presença brasileira. Último a se apresentar, Vitaliy Guimarães entrou confiante no tablado e só não cravou a acrobacia final, terminando a apresentação muito aplaudido. Com a nota 13.700, o atleta conquistou a medalha de bronze. O guatemalteca Jorge Vega levou o ouro, com 14.166, seguido pelo colombiano Angel Barajas, com 13.900.
Nascido nos Estados Unidos, Vitaliy decidiu competir pelo Brasil em 2024. O ginasta se emocionou com a primeira medalha conquistada com a seleção brasileira.
– Foi uma emoção inexplicável. A torcida, a energia dentro da arena. Sem eles eu acho que não seria assim. A torcida me deu muita energia e mais confiança para representar o Brasil – contou.


