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Real Madrid veste verde e rosa

O lançamento do novo uniforme do Real Madrid para a temporada 2026/27 provocou uma reação curiosa entre torcedores brasileiros. O maior vencedor da Champions League lançou uma camisa verde e rosa e criou uma associação imediata com as cores da mais tradicional escola de samba do Brasil, a Estação Primeira de Mangueira.

Mbappé veste a camisa do Real em alusão a Mangueira

O paralelo une dois gigantes de universos distintos. De um lado, o Real Madrid, símbolo de conquistas, tradição e projeção global, com 15 títulos continentais. Do outro, a Estação Primeira de Mangueira, uma potência do carnaval brasileiro, 20 vezes campeã, que transformou a arte popular em patrimônio cultural reconhecido mundialmente.

O clube de Madri, citou o samba enredo da Mangueira de 1994. “É ela ali? O Real Madrid lançou essa coleção lifestyle e ficou absurda, ok? Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu, pô! Qualidade!”, escreveu no post.

Nas redes sociais, a semelhança cromática rapidamente virou motivo de brincadeiras. Não foram poucos os comentários comparando o novo uniforme merengue às cores da escola carioca, numa demonstração de como símbolos culturais ultrapassam fronteiras e criam conexões inesperadas. A própria repercussão da camisa trouxe à tona essa leitura bem-humorada entre futebol e samba.

“Ditando tendência desde 1928. Tem que respeitar a quase centenária, até o Real Madrid quer homenagear e nós amamos! Mangueira é a mais querida do planeta”, escreveu a Verde e Rosa em sua conta no Instagram.

Chuteiras rosas, gramado verde

Outro fenômeno mundial que tem sido observado diariamente na Copa do Mundo FIFA 2026 é a quantidade de chuteiras rosas utilizadas pelos jogadores das 48 seleções que disputam o campeonato mundial de seleções. Para os brasileiros, especialmente os amantes da cultura popular, a combinação desperta uma associação inevitável.

Verde e rosa são as cores da tradicional Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, que transformou essas cores em símbolo de resistência, identidade cultural e celebração da negritude brasileira.

“Mais uma vez o Mestre Cartola estava certo. O nosso verde e rosa ganhou o mundo e agora ganhou os gramados da Copa do Mundo. Coincidência ou não, o verde significa esperança e o rosa a alegria. Esperança de um hexacampeonato mundial e alegria que o futebol brasileiro sempre desfilou pelos gramados do mundo”, brinca a presidenta da Mangueira, Guanayra Firmino.

Ainda que não exista qualquer relação oficial entre a Copa do Mundo e a escola, a coincidência cria um paralelo interessante. O verde dos gramados representa o palco onde se desenrolam os dramas e glórias do futebol mundial, o rosa das chuteiras surge como elemento de personalidade, destaque e afirmação. Juntos, remetem às cores que há quase um século identificam a Mangueira e sua trajetória de inovação artística e protagonismo cultural.

“Em um país onde futebol e samba frequentemente caminham lado a lado, a imagem dos atletas cruzando os gramados com chuteiras rosas dialoga simbolicamente com a combinação de cores da nossa querida Mangueira. E, neste Mundial, o verde e o rosa parecem ter encontrado um novo campo para brilhar”, completa Guanayra.