Foto: Mauro PIMENTEL/AFP
Logo ao assumir a seleção brasileira, Carlo Ancelotti avisou que não tinha uma única forma de jogar ou um esquema predileto. Estava disposto a se adaptar de acordo com os jogadores à disposição, os adversários enfrentados e as circunstâncias das partidas.
Após um ano de trabalho e prestes a estrear na Copa do Mundo, o técnico confirma na prática o que prometeu no discurso. Ancelotti não repetiu a escalação em nenhum dos 12 jogos em que comandou o Brasil e vai utilizar mais uma formação inédita diante de Marrocos.
A primeira partida da Seleção na Copa de 2026 acontece às 19h (de Brasília) deste sábado, no estádio de Nova Jersey / Nova York, com transmissão ao vivo da Lully FM, para toda sua rede de rádios.
A escalação esboçada por Ancelotti ao longo dos últimos dias e que deve iniciar a partida é: Alisson, Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.
Além de Ancelotti não ser apegado a uma única formação, o técnico lidou com muitos desfalques e teve pouco tempo para fazer observações.
E a metamorfose deve continuar na busca pelo hexa. A comissão técnica prevê seguir mexendo na equipe ao longo dos próximos jogos, seja para descansar atletas ou fazer ajustes táticos de acordo com os oponentes.
Depois de encarar Marrocos, o Brasil pega Haiti, na próxima sexta-feira, e contra a Escócia, no dia 24.
Os intocáveis
O atleta mais vezes utilizado por Carlo Ancelotti na Seleção foi Casemiro. O experiente volante foi titular em todas as partidas, menos contra a Bolívia, na altitude de El Alto, na última rodada das Eliminatórias, no ano passado.
Companheiro de Casemiro no meio de campo, Bruno Guimarães também teve status de intocável com o treinador italiano, ficando fora de apenas dois jogos por lesão, na data Fifa de março. Assim como ele, Matheus Cunha e Vini Jr participaram de 10 das 12 partidas com Ancelotti.
Por outro lado, o lateral-direito Danilo, que iniciará a partida deste sábado, nunca foi titular com o técnico. O jogador do Flamengo ganhou importância após a lesão de Éder Militão e o corte de Wesley.
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