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Embora reconheça que há muitos pontos positivos e negativos em ser comparado a Ayrton Senna ainda em um estágio tão inicial da carreira, Gabriel Bortoleto afirmou que se sente honrado quando isso acontece. De qualquer maneira, o titular da Audi deixou claro que pretende “construir a própria história” na Fórmula 1 para deixar os torcedores brasileiros orgulhosos, assim como na época do tricampeão mundial.
Nascido em 2004, dez anos após a morte do lendário piloto no GP de San Marino, o paulista de 21 anos acompanhou a carreira do compatriota por meio de fotos, vídeos ou histórias contadas por aqueles com quem compartilhava o mesmo ambiente no mundo do automobilismo. Há alguns meses, inclusive, chegou a dizer que gostaria de ter tido a oportunidade de receber conselhos de Senna.
Campeão da Fórmula 3 e da Fórmula 2 logo no ano de estreia, Bortoleto conquistou o direito de se tornar o primeiro representante do Brasil na F1 desde Felipe Massa, que se aposentou do Mundial em 2017. O longo período de espera criou uma expectativa tremenda nos fãs do país, que rapidamente começaram a discutir a possibilidade de o piloto ter uma carreira tão brilhante quanto a de Ayrton.
“Senna é o maior de todos os tempos, então ter meu nome mencionado na mesma frase que o dele já é algo enorme”, começou Gabriel em entrevista ao portal neerlandês RacingNews365. “Sou brasileiro, ele é meu ídolo, li sobre ele, assisti a vídeos dele e sou extremamente grato por isso. Mas, às vezes, é difícil ser comparado a alguém que venceu tanto quando você está apenas no início da carreira”, admitiu.
“Há muitos aspectos positivos e negativos nisso. Quando você não vence, as pessoas podem ser muito duras, mas também há muita gente que apoia. Nós, brasileiros, temos as pessoas mais apaixonadas e apoiadoras. Então espero que, daqui a 10 ou 15 anos, eu e você estejamos aqui conversando novamente e possamos dizer se essa comparação com ele fazia sentido”, continuou.
“O que posso dizer é que vou trabalhar todos os dias para ser o melhor piloto que puder e construir minha própria história, além de fazer meu país se orgulhar de mim, porque é isso que importa. Quero levar felicidade ao meu país”, bradou Bortoleto.
“Quero fazer com que as pessoas acordem em uma manhã de domingo para assistir a uma corrida com suas famílias e tenham as mesmas lembranças que tive com meu pai quando era mais novo. Não vi Senna correr, mas vi outros pilotos vencerem corridas, e guardo essas ótimas lembranças da minha vida. É isso que gostaria de proporcionar às crianças do Brasil”, concluiu.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 5 a 7 de junho, com o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.
