Galvão Bueno
Depois da repercussão envolvendo um processo com pedido de bloqueio judicial superior a R$ 3,5 milhões nas contas de Galvão Bueno, publicado por este mesmo colunista ontem (22), uma nova disputa envolvendo o nome do narrador segue longe de um desfecho na Justiça. Desta vez, Galvão e a operadora Amil ingressaram com uma ação por danos morais contra um jornalista, responsável por um portal.
Na ação, Galvão e a Amil alegam que reportagens publicadas pelo jornalista colocaram em dúvida a veracidade da campanha publicitária em que Galvão afirma ser cliente da Amil há 40 anos. Segundo o processo, as matérias insinuaram possível propaganda enganosa e motivaram até uma representação junto ao CONAR. A defesa sustenta ainda que as publicações tiveram caráter especulativo, ocorreram sem contato prévio com os envolvidos e acabaram atingindo a reputação tanto do narrador quanto da operadora de saúde.
Para rebater as acusações levantadas nas reportagens, a ação afirma que Galvão aderiu ao plano de saúde da Amil em 1985, período em que trabalhava na Globo, e que o vínculo com a empresa se fortaleceu após problemas de saúde enfrentados por sua filha. O processo também explica que registros anteriores aos anos 2000 não aparecem no sistema atual da operadora em razão de uma migração tecnológica realizada em 2011.
Além do reconhecimento judicial de que a informação divulgada na campanha seria verdadeira, Galvão Bueno e a Amil pedem indenização por danos morais. Os autores solicitam que o jornalista seja condenado ao pagamento de R$ 50 mil para cada um deles, além de outro pedido de R$ 50 mil para cada autor contra o porta. No total, a ação plelteia R$ 200 mil.
Em decisão recente, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a expedição de mandado de citação por oficial de justiça após a primeira tentativa ter sido recebida por terceiros, evitando futuras alegações de nulidade processual.
Fonte Lo Bianco/iG
