Unidos da Ponte lança projeto audiovisual no próximo dia (22)

Unidos da Ponte Carnaval 2027


A trajetória de 73 anos da Unidos da Ponte começa a ganhar um registro à altura de sua importância para o carnaval. Tradicional escola da Baixa Fluminense e ciente de seu papel como propagadora da cultura local, a azul e branco idealizou o projeto “Reviver Sambas” com o objetivo de recordar e preservar a memória afetiva de grandes carnavais que marcaram a agremiação ao longo de sua história. A iniciativa é comandada por Daniel Katar e pelo intérprete Serginho do Porto, que retorna à escola onde iniciou sua carreira.
Assista:

​Nesta primeira fase, o projeto revisita obras que marcaram época, especialmente nas décadas de 1980 e 1990, trazendo o saudosismo e a emoção que encantam gerações. Com uma nova roupagem, a coletânea apresenta a regravação do samba de exaltação da escola e seis clássicos históricos: “Dona Baratinha” (1982), “E eles verão a Deus” (1983), “Oferendas” (1984), “Paulo Gracindo” (1988), “Marrom da cor do samba” (1990), desfile no qual o próprio Serginho do Porto assumiu o microfone principal da escola e “Robauto é uma Ova” (1990).
​Os sambas serão lançados em áudio e vídeo pela Street Music em todas as plataformas digitais no dia 22 de maio, como explica o diretor musical Daniel Katar.
​“Estamos preparando um material que revisita um período muito especial da Unidos da Ponte. Cada detalhe foi pensado com carinho para que os apaixonados pela escola e pelo carnaval se deixem envolver pela nostalgia tão característica da época”, destaca Katar.
​Entre os grandes destaques da produção está o uso da inteligência artificial, que possibilitou um encontro inédito e emocionante na faixa “Robauto é uma Ova”. A tecnologia uniu a voz do saudoso Haroldo Melodia, que defendeu o samba originalmente, à de Serginho do Porto em um dueto marcante. O projeto promove ainda um encontro com Grillo, um dos grandes nomes da escola, revivendo o carnaval de 1988, além de homenagear Ambrósio, outra personalidade fundamental na história da agremiação de São João de Meriti.
​“É uma honra voltar ao lugar onde tudo começou e participar de um projeto tão significativo. Estamos revivendo histórias de mais de três décadas. Isso é um privilégio e também uma forma de gratidão, pois foi na Ponte que tive a primeira oportunidade de mostrar meu trabalho”, afirma Serginho do Porto.
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