Após uma década, o Feira Preta Festival volta ao Rio de Janeiro com uma edição que conecta memória, cultura e futuro da economia preta; e já começa anunciando suas primeiras atrações confirmadas. Com destaque para Leci Brandão e Teresa Cristina, ícones da música brasileira profundamente conectadas à história e à cultura negra, o festival também reúne nomes como Baile Black Bom, Sandra de Sá, Tati Quebra Barraco, Awurê, Roberta Sá e Marina Íris.
Com o conceito “Viva Pequena África”, o evento será realizado nos dias 29, 30 e 31 de maio, com programação distribuída entre o Píer Mauá, Armazém Kobra e a região portuária, incluindo o circuito histórico da Pequena África, um dos principais territórios da diáspora africana no Brasil.
Mais do que atrações musicais, o line-up reforça o posicionamento do festival como plataforma de valorização da cultura negra em suas múltiplas expressões. A presença de Leci Brandão, referência histórica do samba e da luta do movimento negro, e de Teresa Cristina, uma das maiores intérpretes da música brasileira contemporânea, evidencia o compromisso do evento com a ancestralidade, a resistência e a sofisticação artística da cultura preta.
O encontro sucede o festival realizado em Salvador em 2025, que reuniu mais de 30 mil pessoas ao longo de três dias de programação gratuita no Centro Histórico da cidade. Mais do que uma expansão geográfica, o movimento entre as duas cidades revela a proposta do Feira Preta Festival de conectar territórios históricos da diáspora africana no Brasil, criando pontes entre diferentes centros de produção cultural e econômica negra. Ao sair de Salvador e chegar ao Rio de Janeiro, o festival articula uma rede viva entre esses espaços, fortalecendo a circulação de pessoas, ideias e negócios e consolidando a economia preta como um eixo estratégico de desenvolvimento no país.
A volta ao Rio marca um movimento simbólico do festival, que escolhe a cidade como palco para aprofundar sua conexão com a história e a ancestralidade negra. “Retornar ao Rio depois de 10 anos é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. A Pequena África é um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.
A edição carioca acontece em parceria com a iniciativa Viva Pequena África, estruturada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoio a projetos culturais de preservação e valorização da memória e herança africana nesse território e fomento à formação de uma rede nacional dedicada ao tema. “Desde 2023, o BNDES e seus parceiros têm trabalhado intensamente na Pequena África, usando uma governança inédita, focada em escuta social e decisões compartilhadas com o território. O Festival será uma oportunidade incrível para apresentarmos ao grande público esse trabalho, promovendo a cultura e os saberes da Pequena África”, ressalta Marina Moreira da Gama, Superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.
“A realização do Festival na Pequena África é uma celebração ao legado deste território, reconhecendo as manifestações e organizações locais e sua importância para a cultura carioca e do Brasil. É uma oportunidade única de convergir tecnologias e metodologias de desenvolvimento da cultura e economia criativa preta que as organizações da Viva Pequena África produzem em benefício do território”, destaca Antônio Pita, diretor da iniciativa e fundador da Diáspora.Black.
Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina, o evento articula três eixos principais: território, diáspora e economia preta; e propõe uma ocupação cultural e econômica da cidade. A programação inclui feira de empreendedores, shows, rodas de samba, debates, experiências gastronômicas, além de encontros de negócios e iniciativas voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo negro. Para além dos nomes consagrados, a curadoria também abre espaço para empreendedores e artistas que participam das jornadas formativas do Feira Preta Cria, programa que antecede o festival e impulsiona novos talentos da economia criativa negra. O fortalecimento dessas trajetórias integra o legado de impacto que o evento propõe deixar nos territórios por onde passa, conectando formação, geração de renda e projeção de novos protagonistas.
Sobre o Instituto Feira Preta
O Feira Preta é um ecossistema estratégico focado no fortalecimento econômico cultural da população negra na América Latina, em especial no Brasil. Somos um negócio de impacto, que dispõe de uma tecnologia social própria e que atua de forma sistêmica com diferentes programas, projetos e ações, criando um ambiente propício ao empoderamento, crescimento e prosperidade econômica de pessoas negras a partir da valorização de conhecimentos ancestrais que contribuem para a reconstrução de imaginários e a construção de novos futuros. Saiba mais através do site: https://feirapreta.com.br/
Sobre o Viva Pequena África
O Viva Pequena África é estruturado e patrocinado pelo BNDES e recebe apoio financeiro, também, da Open Society Foundations, da Ford Foundation, do Instituto Ibirapitanga e da Fundação Itaú. Na gestão da iniciativa, reúne-se, pela primeira vez, uma coalizão de organizações negras composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), a Diáspora.Black e a Feira Preta.
