Anitta
A cantora Anitta deu início a uma nova fase de sua carreira com o lançamento, nesta sexta-feira (17), do videoclipe de “Desgraça”, faixa que abre o álbum EQUILIBRIVM. A produção marca o começo de uma narrativa audiovisual dividida em quatro atos, que propõe acompanhar uma jornada de autoconhecimento e espiritualidade construída ao longo do disco.
Intitulado “DESPACHO”, o primeiro capítulo estabelece o tom simbólico do projeto. Os próximos atos são “FÉ E FESTA”, “DEUS MÃE” e “RENASCIMENTO” e serão lançados semanalmente até o dia 7 de maio. Além deles, a artista também prepara conteúdos visuais para as músicas “So Much Love” e “Deus Existe”, ampliando o universo narrativo do álbum.
Simbolismo e brasilidade no audiovisual
Inspirado por elementos do candomblé e manifestações da cultura popular brasileira, o clipe apresenta Anitta atravessando a noite em uma pequena cidade. A atmosfera muda quando a cantora acende uma vela vermelha e assume a figura de uma Pombagira, entidade associada à força feminina, à transformação e à liberdade.
A estética do vídeo dialoga com referências como o realismo fantástico e o Cinema Novo, reforçando a proposta de explorar a brasilidade como eixo central do projeto.
“É um videoclipe cheio de simbolismos. Fala muito sobre fé e força feminina, claro, mas também sobre brasilidade. Foi exatamente a partir desses elementos, a força e a conexão com o meu país, que a minha busca pelo equilíbrio começou. É por isso que decidimos começar assim o primeiro ato da narrativa”, Anitta
Narrativa une espiritualidade e autonomia feminina
A diretora criativa Nídia Aranha explica que “Desgraça” funciona como uma abertura simbólica do álbum, associada à figura de Exu, entidade que, nas religiões de matriz africana, é responsável por abrir caminhos e conectar mundos. Segundo ela, a narrativa acompanha uma mulher que, embora cante sobre desilusão amorosa, se apresenta de forma plena e autônoma.
Construção estética e referências culturais
A coreografia do videoclipe é assinada por Cassi Abranches, do Grupo Corpo, e foi desenvolvida a partir de pesquisas sobre gestos e movimentos ligados à incorporação no candomblé. O projeto também incorpora elementos da cultura popular, como as máscaras do artesão maranhense Mestre Zimar, inspiradas nos cazumbás, figuras que misturam o lúdico, o espiritual e o ancestral.
No figurino, assinado por André Philipe e Daniel Ueda, predominam referências à Pombagira Sete Saias, com uso de cores simbólicas como branco, vermelho, dourado e preto, além de elementos que evocam poder e sensualidade. Já a beleza, desenvolvida por João Miranda, busca equilibrar naturalidade e intensidade, refletindo a dualidade entre espiritualidade e força feminina.
“Como é um álbum que fala sobre natureza, ancestralidade e espiritualidade, trouxemos uma versão dela mais natural. Para funcionar dentro da proposta de contato com a natureza e com a espiritualidade. Mas ‘Desgraça’ é um dos momentos mais noturnos desse projeto. A maquiagem veio como essa representação da força de uma mulher independente, de representar, junto com a roupa, essa figura feminina em um lugar de poder. O clipe é muito sobre isso, né? Sobre essa mulher no comando”, João Miranda
Projeto audiovisual integrado
A produção faz parte de um conceito mais amplo desenvolvido pela Ginga Pictures, que já colaborou com a cantora em trabalhos anteriores. Segundo o sócio-fundador Felipe Britto, o álbum foi concebido como um universo audiovisual integrado, no qual música e imagem se constroem de forma conjunta desde o início.
Novo álbum reúne grandes parcerias
Lançado na quinta-feira (16), EQUILIBRIVM é o oitavo álbum da carreira de Anitta e conta com 15 faixas. O projeto reúne colaborações com nomes como Shakira, Liniker, Marina Sena e Luedji Luna, entre outros artistas. O disco aborda temas como espiritualidade, amor, fé e empoderamento feminino, ao mesmo tempo em que explora diferentes sonoridades da música brasileira.
