Foto: NASA
A face oculta da Lua é uma das regiões mais antigas e preservadas do sistema solar.
Sem a proteção do campo magnético terrestre e sem a erosão causada pela atmosfera, sua superfície acumula marcas de bilhões de anos de impactos de meteoritos.
Cada cratera visível nas imagens, por exemplo, é um registro geológico que a Terra há muito apagou por causa da tectônica de placas, dos oceanos e da própria vida.
O sobrevoo lunar foi o ponto alto de uma missão que já havia quebrado recordes antes mesmo de chegar ao satélite.
Horas depois da passagem pela face oculta, a nave Orion atingiu a maior distância já percorrida por seres humanos na história da exploração espacial: 406.778 km da Terra, superando em cerca de 6.600 km o recorde estabelecido pela Apollo 13, em abril de 1970.
A NASA informou que continuará liberando imagens do acervo da missão. O conjunto completo está disponível no site da agência.
A NASA, a agência espacial norte-americana, divulgou nesta segunda-feira (13) novas imagens da missão Artemis II.
As fotos mostram, em detalhe inédito para uma missão tripulada, a superfície craterada da face oculta do satélite (aquela que nunca fica voltada para a Terra) e o planeta visto a partir da cápsula como um fino crescente azulado no escuro do espaço.
Na primeira imagem a superfície lunar domina o quadro: crateras sobrepostas criam uma paisagem irregular, iluminada de viés pela luz do Sol.
Na outra, a Lua aparece no canto inferior direito, enquanto a cápsula Orion surge em primeiro plano, com o logotipo da NASA visível no casco branco. Ao fundo, a Terra surge reduzida a uma fina fatia luminosa, uma inversão da cena familiar vista da superfície terrestre quando se olha para a Lua crescente no céu.

Os registros foram feitos durante a aproximação mais intensa da missão, no dia 6 de abril, quando a Orion passou a cerca de 6.550 km da superfície lunar, o sobrevoo mais próximo da Lua realizado pela cápsula Orion.
Foi nesse ponto que os quatro astronautas, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, todos da NASA, e o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês), viram a Lua do tamanho de uma bola de basquete segurada à distância de um braço estendido.
A face oculta da Lua é uma das regiões mais antigas e preservadas do sistema solar.
Sem a proteção do campo magnético terrestre e sem a erosão causada pela atmosfera, sua superfície acumula marcas de bilhões de anos de impactos de meteoritos.
Cada cratera visível nas imagens, por exemplo, é um registro geológico que a Terra há muito apagou por causa da tectônica de placas, dos oceanos e da própria vida.
O sobrevoo lunar foi o ponto alto de uma missão que já havia quebrado recordes antes mesmo de chegar ao satélite.
Horas depois da passagem pela face oculta, a nave Orion atingiu a maior distância já percorrida por seres humanos na história da exploração espacial: 406.778 km da Terra, superando em cerca de 6.600 km o recorde estabelecido pela Apollo 13, em abril de 1970.
A NASA informou que continuará liberando imagens do acervo da missão. O conjunto completo está disponível no site da agência.
