Hamilton fala da superação em correr pela Ferrari em 2026

Foto: Maxim Shemetov/Reuters


Lewis Hamilton já ostentava 202 pódios na carreira, mas chegar em terceiro no GP da China teve um gosto especial para o heptacampeão de F1. O piloto inglês admitiu que nunca havia se esforçado tanto para conquistar um pódio, que veio a ser o seu primeiro na Ferrari, e destacou os avanços da escuderia italiana no segundo ano da parceria entre eles.

— Tenho tentado chegar a esse pódio há tanto tempo, nunca precisei me esforçar tanto só para conseguir um pódio — afirmou Hamilton, em entrevista ao site da F1.

A terceira colocação na China fez Hamilton encerrar um longo e incômodo jejum de 27 corridas. O veterano de 41 anos ficou um ano, três meses e 20 dias sem terminar em uma das três primeiras posições. Até então, seu último pódio havia sido com o segundo lugar no GP de Las Vegas de 2024.

Multicampeão com a Mercedes, o britânico é o maior recordista de pódios de toda a F1. Agora representando a Ferrari, ele retornou ao palanque acompanhado da nova geração de pilotos da equipe alemã: George Russel, seu ex-companheiro de equipe, e Kimi Antonelli, aposta que foi contratada para substituí-lo.

— Fiquei muito feliz e pareceu a primeira vez, mesmo tendo tido a sorte de ter tido vários pódios. Foi ainda mais especial estar de vermelho, mas também estar lá em cima com Bono [seu ex-engenheiro de corrida], Kimi, em sua primeira vitória, e George. Foi muito nostálgico, eu diria — acrescentou.

A melhor colocação de Hamilton em mais de 470 dias veio em seu segundo ano com a Ferrari e após temporada de estreia turbulenta na nova equipe. Depois de amargar uma edição inteira do campeonato sem subir ao top 3, o inglês participou ativamente do processo de construção do novo carro e vem conseguindo reagir neste início de 2026.

— Começou como um ano muito bom. Só a energia dentro da equipe e como estamos operando juntos tem sido muito positiva. Estou gostando de dirigir o carro novo. É um carro no qual tive um papel importante no desenvolvimento no ano passado por meio do simulador, então é bom ver algumas das coisas que pedi se refletirem no design — comentou Hamilton.

O heptacampeão precisou se ajustar a uma nova equipe, e consequentemente outra realidade, após ter passado 12 anos correndo pela Mercedes no Mundial. Ele destacou o grau de dificuldade que teve com a mudança e a importância do tempo para adaptação.

— Acho que as pessoas que assistem não vão entender o quão grande é quando você muda para um novo time. Claro, você pode chegar e pular no cockpit sem se preocupar em aprender as novas ferramentas, especialmente uma nova cultura e uma nova forma de como as pessoas gostam de trabalhar, e em adotar isso no jeito que você gosta de trabalhar — disse o piloto.

— Então, se olhar para o ano passado, foi o fim de uma era de carros que não desenvolvemos durante a temporada, então ficamos meio presos ao que tínhamos, que no fim das contas não era bom o suficiente para competirmos por vitórias. Mas aprendemos muito ao longo do ano como equipe, e estamos aplicando isso neste ano, e começou muito melhor — complementou.

Colhendo os frutos, a Ferrari agora desponta como a segunda grande força de 2026, atrás apenas da Mercedes. Hamilton aparece em quarto na tabela entre pilotos, apenas oito pontos atrás do companheiro Charles Leclerc, terceiro colocado. O heptacampeão pontuou nas três corridas disputadas até aqui se mostra grato pelo esforço coletivo.

— A equipe tem sido incrível no último ano, especialmente na garagem, o apoio tem sido imenso. Eles são sempre tão positivos e apoiadores, então finalmente ter o pódio, voltar e ver o quanto estavam felizes e gratos por fazer parte disso e por termos tido esse resultado realmente aqueceu meu coração. Isso só me incentiva a continuar me esforçando ainda mais com o time — declarou Hamilton.

Em abril, a F1 encara uma pausa de um mês devido aos cancelamentos dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita provocados pela guerra entre no Oriente Médio entre EUA, Irã e Israel. A categoria retorna só em 3 de maio com o GP de Miami e Hamilton estranha o período sem atividades, mas pondera que o tempo pode ser utilizado para analisar as etapas já realizadas e melhorar a performance para a sequência da temporada.

— Obviamente essa pausa que temos chegando é estranha, mas nos dá tempo para realmente digerir as três primeiras corridas e trabalhar ainda mais para trazer mais desempenho na próxima — concluiu o veterano.

Fonte ge