Carol Castro
O icônico disco “Nevermind”, do Nirvana, é o tema central da próxima edição da série “Disconcertos”, no Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo. No dia 25 deste mês, às 19h, a atriz Carol Castro vai falar sobre a obra e a importância que teve em sua vida. Idealizador do projeto, que tem entrada franca, Dodô Azevedo, inclusive, é especialista em Nirvana e conheceu o vocalista Kurt Cobain pessoalmente.
“Essa edição do Disconcertos será especial porque Carol e eu temos uma história muito próxima com o Kurt Cobain. Como jornalista, eu o entrevistei em 1993 no Brasil e me tornei amigo de trocar correspondências escritas à mão. E ela, por ser fã de Kurt Cobain desde a tenra juventude. Em 1993, ela era uma adolescente que vestia camisa de flanela por causa do Kurt. E de certa forma, nós dois compartilhamos a mesma visão que ele tinha do mundo”, conta Dodô.
A atriz está emocionada em falar sobre o disco: “Quando conheci o álbum ‘Nevermind’, foi como um acolhimento, uma sensação de pertencimento, porque tinha essa sensação de que eu não fazia muito parte do todo. Quando ouvia a voz rouca do Kurt, quando ele cantava calmo, quando gritava, quando ouvia o baixo, o solo de guitarra, eu me sentia pertencendo. E logo em seguida ele morreu. Foi como um soco no estômago. Um vazio. Eu fiquei muito revoltada. Poxa, agora que eu conheci, me identifiquei, ele morre?”.
O projeto Disconcertos tem apresentação de Dodô, que sempre recebe um convidado para falar de um disco importante em sua vida e das realidades e situações que cercam a obra e a vida. Já passaram pelo Futuros – Arte e Tecnologia o produtor musical e artístico Barral Lima; a jornalista e escritora Ana Paula Araújo; o historiador e escritor Luiz Antonio Simas; a poeta, psicanalista e filósofa Viviane Mosé e o diretor de cinema Daniel Gonçalves, que falaram sobre os álbuns “Sol de primavera”, de Beto Guedes, “The Immaculate Collection”, de Madonna, “Axé”, de Candeia, “Fa-tal – Gal a todo vapor” e “Xuxa 5”, de Xuxa, respectivamente.
Sobre Carol Castro
A atriz Carol Castro é um dos nomes marcantes da televisão brasileira contemporânea, com carreira consolidada na TV Globo, em que participou de cerca de 15 novelas ao longo de sua trajetória. No cinema, integrou o elenco de aproximadamente oito filmes, demonstrando versatilidade entre o drama, a comédia e o romance. Nascida no Rio de Janeiro, construiu uma presença artística associada a personagens intensos e de forte carga emocional. Em entrevistas, já mencionou sua admiração pela cena musical dos anos 1990, especialmente pelo impacto cultural de Kurt Cobain e da banda Nirvana, cuja estética crua e emocional marcou sua juventude e dialoga simbolicamente com sua inclinação por papéis viscerais e humanos.
Como surgiu o projeto Disconcertos
Numa estadia na Europa, em 2012, Dodô Azevedo caminhava pelas ruas de Bruxelas, na Bélgica, quando foi surpreendido por um cartaz numa sala de concertos de música clássica, anunciando, para o dia seguinte, uma audição coletiva do álbum em vinil “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Curioso, Dodô foi conferir e ficou surpreso porque o evento contava não só com as músicas, mas com os comentários faixa a faixa, contextualizando as canções na vida do apresentador e dando uma aula do período histórico no qual o álbum havia sido concebido: a Londres de 1968.
Imediatamente, Dodô entendeu que álbuns, especialmente os brasileiros, guardavam histórias particulares e coletivas, e de um Brasil através das canções. Nasceu, assim, a ideia do Disconcertos.
Sobre Dodô Azevedo
Luiz Fernando do Carmo de Azevedo é escritor, cineasta, professor e curador cultural. Mestre em Letras pela PUC-Rio (2004) e autor de romances premiados — entre eles “Fé na estrada”, eleito pela revista Bula um dos dez livros mais importantes em língua portuguesa do século XXI. Como roteirista e diretor, teve obras exibidas e premiadas em festivais no Brasil e no exterior, com retrospectiva organizada por Walter Salles. Vencedor do Prêmio ABRA de melhor roteiro por “Os quatro da Candelária” (Netflix), atua também como curador de projetos culturais e festivais, incluindo o Janela Internacional de Cinema do Recife. Professor do centro cultural Cinema Nosso e do Grupo Estação, ministra cursos sobre cinema, cultura negra e contracultura. É palestrante em eventos nacionais e internacionais, tendo dividido mesas com nomes como Spike Lee, e pesquisa temas ligados à descolonização do saber, da arte e da memória. Atualmente, é colunista da Folha de S. Paulo.
Sobre o Futuros – Arte e Tecnologia
Inaugurado há 21 anos, o centro cultural Futuros – Arte e Tecnologia é um espaço de exibição, criação e inovação artística. Com uma programação gratuita voltada a todos os públicos, o espaço promove e recebe exposições, apresentações artísticas, espetáculos teatrais, entre outros eventos que convidam o público a refletir sobre temas que norteiam sua linha curatorial, como meio ambiente, ancestralidade, diversidade, educação e tecnologia. O Futuros abriga galerias de arte, um teatro multiuso e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais de 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil e atividades interativas sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas.
O centro cultural tem gestão do Instituto Futuros. Desde agosto de 2025, o Futuros – Arte e Tecnologia recebe o projeto Upload, realizado pela Zucca Produções, e correalizado pelo Futuros – Arte e Tecnologia e pelo Coletivo 2050, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, com patrocínio da Serede, Oi, Eletromidia, Rastro,Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC.
Serviço: Disconcertos
Dodô Azevedo recebe a atriz Carol Castro
Data: 25 de março (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Futuros – Arte e Tecnologia
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro
Lotação máxima: 80 lugares
Entrada franca
