Natalia Silva – Foto: Chris Unger/Zuffa LLC
Mais de 13 anos após a estreia das mulheres no Octógono, as divisões femininas do UFC estão mais dinâmicas do que nunca e continuam a fazer história. No início deste mês, o UFC introduziu seu primeiro duelo entre lutadoras no Hall da Fama, homenageando o duelo pelo título pesos-palha entre Zhang Weili e Joanna Jędrzejczyk.
A história das atletas brasileiras continua sendo construída a cada dia e, com o talento atualmente no elenco, é natural imaginar que conquistas ainda maiores virão. Embora estrelas como Amanda Nunes tenham estabelecido o padrão para as gerações seguintes, essas lutadoras estão em posição de perseguir esses recordes e criar momentos marcantes por muitos anos.
O Brasil há muito tempo é um polo importante do MMA, e Natalia Silva é um dos talentos mais promissores surgidos no país nos últimos anos. Desde sua estreia, em junho de 2022, ela permanece invicta em oito apresentações no Octógono, com vitórias sobre ex-campeãs como Jéssica Andrade, Rose Namajunas e Alexa Grasso, ampliando sua sequência total para 14 triunfos.
Aos 29 anos, é considerada uma das principais desafiantes ao título de Valentina Shevchenko.
Iasmin Lucindo
Outro destaque das divisões femininas é Iasmin Lucindo. A peso-palha chegou ao UFC em agosto de 2022, aos 20 anos, e soma cartel de 5-2, com vitórias sobre Karolina Kowalkiewicz, Marina Rodriguez e Angela Hill.
Striker de origem, Lucindo costuma controlar a distância com eficiência e já se aproxima do ranking da categoria.
Alexia Thainara
O sorriso de Alexia Thainara contrasta com sua postura competitiva dentro do Octógono. Contratada após se destacar no Dana White’s Contender Series, a lutadora carioca estreou com vitória sobre Molly McCann, em março de 2025, resultado que lhe rendeu o bônus de Performance da Noite.
Na sequência, superou Loma Lookboonmee por decisão unânime e manteve a invencibilidade na organização. Atualmente, “Burguesinha” ocupa a 13ª colocação no ranking peso-palha e tem confronto marcado contra a compatriota Bruna Brasil no UFC Seattle.
Luana Santos
Integrante do Top 15 do peso-galo, Luana Santos se consolidou como um dos principais nomes da nova geração da categoria. Desde sua estreia na organização, em setembro de 2023, a judoca soma cinco vitórias em seis lutas e alcançou a 14ª colocação no ranking.
Sem data confirmada para o próximo compromisso, Luana projeta 2026 como o ano de afirmação entre as principais atletas da divisão até 61 kg.
Bia Mesquita
Decacampeã mundial de jiu-jítsu e um dos maiores nomes da história da arte suave, Bia Mesquita tem início consistente no Ultimate. Em suas duas primeiras apresentações no Octógono, a brasileira deu show e venceu Irina Alekseeva e Montse Rendon, ambas por finalização.
Bia surge como um nome a ser observado de perto e com potencial para se firmar no ranking do peso-galo ainda nesta temporada.
Menção honrosa: Jacqueline Cavalcanti
Nascida em São Paulo e radicada em Portugal, Jacqueline Cavalcanti vem construindo uma trajetória consistente na divisão até 61 kg. Atualmente na 10ª posição do ranking, a luso-brasileira segue invicta após cinco apresentações no Octógono.
Caso vença seu próximo compromisso, é possível ela chegue ao Top 5 da categoria.





