Depois de findar o jejum de oito anos sem um brasileiro na F1 em 2025, Gabriel Bortoleto agora encara novos desafios na carreira junto à estreante Audi – sob um regulamento técnico totalmente diferente na categoria. Tudo isso sob o olhar atento do chefe Jonathan Wheatley, que em entrevista exclusiva ao ge no GP da Austrália, não escondeu a satisfação com o crescimento de seu jovem piloto.
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– Quando você acolhe um jovem talento em qualquer área de negócio, espera que ele se torne cada vez mais forte em sua função. E é exatamente isso que esperamos do Gabi. Sinceramente, pelo que vi neste inverno, na forma como ele se comportou nos testes de pré-temporada e como tem agido neste evento aqui, ele está se desenvolvendo de forma fantástica como piloto e está chegando exatamente aonde eu quero que ele esteja – disse o gestor na sexta-feira que abriu o fim de semana em Melbourne.
Wheatley e Binotto, por sinal, não têm poupado elogios a Bortoleto desde a temporada de estreia do brasileiro de 21 anos, em 2025. No fim de semana do GP de São Paulo, em novembro passado, Binotto chegou a declarar que Bortoleto possui “potencial e ambição” para ser campeão da F1.
O italiano também destacou o rápido aprendizado do jovem paulista, enquanto Wheatley, em 2025, apontou a maturidade de seu, na época, calouro. O chefe da Sauber chegou a equiparar as qualidades de Gabriel com a de multicampeões como Michael Schumacher e Max Verstappen, com quem o engenheiro de formação já trabalhou na F1.
– A primeira coisa que me impressionou nele foi a sua autenticidade, a forma como ele aborda as coisas. Ele é uma pessoa completamente genuína, está interessado no desempenho, em construir uma equipe ao seu redor. Em janeiro, ele estava na Suíça, ou no simulador de chassi, ou no simulador de motor na Alemanha. Ele dedicou muitas horas ao trabalho, e isso é extremamente encorajador vindo de alguém tão jovem quanto ele – avaliou Wheatley à reportagem.
Audi foca no próprio trabalho
Bortoleto, Hulkenberg e toda a Audi encaram um começo duplo na F1: além da estreia da marca alemã no grid, o time também precisa se adaptar ao regulamento que já está revolucionando os carros e motores da categoria. A equipe produz os próprios chassis e também é responsável pelas unidades de potência – sua antecessora, a Sauber, era cliente da Ferrari.
Wheatley se disse animado diante do novo começo neste fim de semana no Circuito Albert Park. O inglês reforçou que a Audi está tentando se manter longe das “fofocas do pit lane” e as “coisas maquiavélicas” que acontecem entre as hospitalidades das equipes – sob risos.
O time mira um fim de semana tranquilo na Austrália, e, ao opinar sobre a polêmica que gira em torno dos motores Mercedes, Wheatley expressou a mesma tranquilidade no trabalho de supervisão da FIA (Federação Internacional do Automobilismo). Isso porque a partir de julho, a entidade vai endurecer a vigilância sob a taxa de compressão dos motores.
Trata-se de quantas vezes a mistura de ar e combustível é comprimida dentro dos cilindros do motor: sob o novo regulamento, esse limite é de 16 para 1. Mas, boatos apontam que a Mercedes teria encontrado uma forma de aumentar essa taxa, obtendo um ganho de até três décimos por volta.
– Um novo conjunto de regulamentos técnicos e tudo novinho em folha são uma oportunidade incrível. Estamos neste ramo, esta é a forma mais competitiva de automobilismo do mundo, estamos buscando todas as vantagens, e é isso que a Fórmula 1 deve ser. Mas, precisa ser um campo nivelado, justo para todos os competidores. É responsabilidade da FIA é gerenciar isso, e eles têm feito de forma fantástica há anos, anos e anos. Eles mostraram isso quando se trata de taxas de compressão e, novamente, confiamos plenamente na FIA e em sua capacidade de solucionar isso – disse Wheatley.
Fonte ge
