O Brasil está entre os países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo. Segundo levantamento da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgado em setembro de 2026, foram realizados 4,7 milhões de procedimentos mamários no mundo em 2025, crescimento de 5,7% em relação ao ano anterior.
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Com a chegada do verão, mulheres interessadas em aumentar, reduzir ou levantar os seios encontram possibilidades de tratamento que permitem retomar atividades leves em um período relativamente curto, conforme a técnica utilizada e a recuperação individual.
Para Marco Dallegrave, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com 21 anos de experiência e mais de 5 mil cirurgias realizadas, os meses quentes não impedem a realização dessas intervenções. O especialista, que atua principalmente em mini lipoaspiração, contorno corporal e cirurgias das mamas, explica que a escolha do procedimento deve considerar os objetivos estéticos, as condições clínicas e o tempo disponível para a recuperação.
O planejamento também envolve a estrutura de atendimento. Dallegrave conta com um day hospital, criado especificamente para os procedimentos de cirurgia plástica que realiza. Com instalações modernas e equipamentos recém-instalados, o espaço foi planejado para oferecer comodidade, conforto e segurança aos pacientes, do preparo à recuperação imediata.
“Existe uma percepção de que é preciso esperar o inverno para fazer uma cirurgia plástica, mas isso não é verdade. Podemos realizar procedimentos mamários durante o verão, com planejamento adequado e resultados muito satisfatórios. O importante é entender a rotina da paciente, escolher a técnica mais indicada e organizar os cuidados para que ela tenha uma recuperação tranquila e consiga voltar gradualmente às suas atividades”, explica Dallegrave.
Cada cirurgia oferece benefícios diferentes
A mamoplastia de aumento utiliza implantes para acrescentar volume e melhorar a projeção dos seios. A mastopexia, conhecida como cirurgia para levantar as mamas, reposiciona os tecidos e remove o excesso de pele, sendo especialmente procurada por mulheres que perceberam mudanças depois da gestação, amamentação ou perda de peso. Já a redução mamária diminui o volume e pode proporcionar mais conforto para quem convive com dores nas costas, dificuldades para praticar exercícios ou desconforto com roupas.
O levantamento da ISAPS mostra que a mastopexia registrou crescimento mundial de 48% entre as mulheres em 2025. Para Dallegrave, a variedade de técnicas permite atender diferentes expectativas e valorizar as proporções do corpo sem adotar um único padrão estético.
“Nem toda mulher quer aumentar as mamas. Muitas desejam recuperar a firmeza, melhorar a posição dos seios ou diminuir o volume para ter mais conforto. A cirurgia pode trazer uma mudança importante na forma como a paciente se veste, pratica atividades físicas e percebe o próprio corpo. Nosso papel é identificar o que realmente faz sentido para cada pessoa e buscar um resultado harmonioso”, afirma.
O planejamento também pode envolver outras regiões corporais. Mulheres que passaram por emagrecimento, por exemplo, podem apresentar alterações simultâneas nas mamas e no abdômen. Nesses casos, procedimentos de contorno corporal, incluindo a mini lipoaspiração para gordura localizada, podem ser avaliados, desde que exista indicação e condições de segurança para a combinação de técnicas.
Recuperação permite voltar à rotina em poucas semanas
A possibilidade de operar no verão depende principalmente da organização do período após a cirurgia. Em casos selecionados, atividades leves e trabalhos que não exigem esforço físico podem ser retomados entre uma e duas semanas. Já a prática esportiva, o levantamento de peso e movimentos intensos dos braços geralmente exigem de quatro a seis semanas ou mais, conforme a evolução clínica.
Praia e piscina também fazem parte desse planejamento. A paciente precisa aguardar a cicatrização adequada das incisões e a liberação médica para entrar na água. Além disso, as cicatrizes devem ser protegidas do sol para reduzir o risco de alterações na pigmentação.
“Recuperação rápida não significa ausência de cuidados. Muitas pacientes conseguem voltar a trabalhar e realizar tarefas leves relativamente cedo, mas o organismo continua em processo de cicatrização. Para quem deseja operar no verão, o segredo está em programar os compromissos, respeitar as restrições e entender que o resultado definitivo se desenvolve ao longo dos meses”, orienta o cirurgião.
Outubro Rosa também é oportunidade para cuidar das mamas
A busca por melhorias estéticas pode ser acompanhada de uma avaliação mais ampla da saúde feminina. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a aproximadamente 30% dos novos diagnósticos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma.
Dallegrave destaca que, antes de uma cirurgia mamária, é importante investigar o histórico pessoal e familiar, realizar o exame clínico e avaliar a necessidade de mamografia, ultrassonografia ou outros exames conforme a idade, os fatores de risco e a orientação da equipe assistente.
“Quando uma mulher procura uma cirurgia das mamas, temos a oportunidade de olhar também para sua saúde. É importante conhecer seu histórico familiar, investigar alterações que mereçam atenção e verificar se os exames estão atualizados. O cuidado estético e o acompanhamento mamário não são concorrentes. Eles podem caminhar juntos, cada um com sua finalidade”, ressalta.
O acompanhamento deve continuar depois da operação. Cirurgias estéticas não substituem exames de rastreamento, e a presença de próteses precisa ser informada aos profissionais responsáveis pelos exames de imagem.
Como escolher o especialista e preservar os resultados
Antes de decidir pela cirurgia, a paciente deve verificar se o médico possui registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em cirurgia plástica e experiência no procedimento desejado. A estrutura hospitalar, as condições de segurança e o acompanhamento após a alta também devem fazer parte da escolha.
No período de recuperação, o uso do sutiã cirúrgico conforme orientação, a alimentação equilibrada, a hidratação, o cuidado com as cicatrizes e a retomada gradual dos exercícios ajudam a favorecer a cicatrização. A manutenção de um peso relativamente estável contribui para preservar o contorno alcançado, embora o envelhecimento, alterações hormonais e futuras gestações possam modificar as mamas.
“O objetivo da cirurgia não é apenas melhorar a aparência em uma estação do ano, mas proporcionar um resultado que acompanhe a mulher por muito tempo. Quando existe uma indicação adequada, um planejamento cuidadoso e comprometimento com a recuperação, conseguimos unir os benefícios estéticos ao cuidado com a saúde e com a qualidade de vida”, conclui Dallegrave.




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