Alanis Morissette processa ex-gerente de turnê por fraude e extorsão

A cantora de “Ironic” afirma, em um novo processo judicial, que Keren Urinov ameaçou denunciá-la falsamente por tráfico de drogas, a menos que ela pagasse um “resgate sob coação”.

Alanis Morissette

Morissette alega ser vítima de uma “campanha de chantagem calculada”, orquestrada pela executiva do setor musical Keren Urinov.

A ação judicial, obtida e noticiada pela Billboard, alega que Urinov prometeu não levar adiante as ameaças infundadas, sob a condição de ser contratada como diretora de turnê com um contrato de 15 anos.

“Morissette não concordará em trabalhar com uma chantagista incompetente pelos próximos 15 anos nem em pagar-lhe um resgate sob coação”, diz o processo. “Ela não tem outra escolha a não ser processar.”

Urinov, que trabalhou como chefe das operações da Live Nation em Israel por nove anos, foi contratada por Morissette em 2025 para gerenciar a turnê da cantora naquele verão.

Os problemas teriam surgido em julho de 2025, quando, segundo o processo, Urinov foi interrogada em um aeroporto do Reino Unido por transportar uma mala contendo maconha e xilazina.

De acordo com a ação, Urinov enviou a Morissette uma “série de cartas com exigências de extorsão cada vez maiores” após o término da turnê. Essas cartas supostamente ameaçavam revelar às autoridades britânicas que as drogas pertenciam a Morissette, a menos que a cantora concedesse a Urinov um contrato de 15 anos em tempo integral como diretora de turnê, com uma “remuneração vultosa”.

“Morissette não tem interesse em empregar Urinov por 15 anos, não apenas por ela ser uma chantagista, mas também porque foi uma péssima gerente da turnê de 2025”, afirma o processo.