O mercado de trabalho da região metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) registrou 675.154 admissões e 632.480 desligamentos com carteira assinada no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). No período, o saldo foi positivo em 42.674 empregos formais.
Em junho, a região contabilizou 113.144 admissões e 100.168 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 12.976 vagas. O levantamento contempla os municípios de Belford Roxo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Magé, Maricá, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Paracambi, Petrópolis, Queimados, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti, Seropédica e Tanguá.
No acumulado do semestre, o setor de serviços concentrou o maior número de admissões, com 423.282 contratações (62,69%), seguido pelo comércio, com 149.070 contratações (22,08%), e pela construção, com 64.712 contratações (9,58%).
Em junho, os serviços também lideraram as admissões, com 71.147 contratações (62,88%), seguidos pelo comércio, com 25.403 contratações (22,45%), e pela construção, com 10.366 contratações (9,16%).
Entre os trabalhadores admitidos no primeiro semestre, 55,62% eram homens e 44,38% mulheres. A maior parte dos profissionais contratados possuía ensino médio completo (66,51%), enquanto a faixa etária de 18 a 24 anos concentrou 24,04% das admissões.
Para Leandro Jesus, gerente da Employer Recursos Humanos na região do Rio de Janeiro, os resultados demonstram a força da economia fluminense, impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que segue concentrando a maior parte das contratações formais.
“Os dados mostram um mercado de trabalho diversificado, com oportunidades distribuídas entre diferentes setores da economia. Esse cenário reforça a importância de acompanhar as demandas das empresas e preparar profissionais para atender às necessidades do mercado.”
Trabalho temporário amplia oportunidades na região
Segundo Leandro, o trabalho temporário segue sendo uma alternativa importante para atender demandas específicas das empresas e ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. “O trabalho temporário continua sendo uma ferramenta estratégica para as empresas e uma oportunidade para muitos profissionais ingressarem ou retornarem ao mercado formal.”
No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 13.966.352 admissões e 13.044.707 desligamentos, acumulando saldo positivo de 921.645 empregos formais. Apenas em junho, foram abertas 145.161 vagas com carteira assinada.
O trabalho temporário também apresentou desempenho positivo no período. Entre janeiro e junho, o país registrou 537.181 admissões e 507.127 desligamentos nessa modalidade, resultando em saldo positivo de 30.054 vagas, demonstrando a importância desse modelo de contratação para atender às demandas sazonais das empresas e preparar o mercado para o segundo semestre.
Direitos do Trabalhador Temporário
Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.
Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.


