Foto: Best Comunicação
A defesa da cultura afro-brasileira,a luta de mais de meio século pelo combate ao racismo estrutural e o reconhecimento do carnaval como grande propagador da herança cultural ancestral renderam mais uma homenagem à Helena Theodoro que, na última sexta-feira, 24 de julho, recebeu das mãos de Célia domingues, o fardão dos imortais da Academia Brasileira de Artes Carnavalescas ( ABAC).
A instituição, presidida por Milton Cunha, vem desde a sua inauguração, trabalhando pelo reconhecimento e preservação da memória de quem atua tanto nos bastidores quanto na linha de frente da maior festa do país e, neste âmbito, a professora, primeira mulher negra a concluir o doutorado em Filosofia no Brasil, é destaque por seus estudos na área.
“Helena é uma verdadeira enciclopédia e sempre digo que é minha guru quando o tema tem relação com nossa ancestralidade. Para além disso, é sempre maravilhoso compartilhar de tanto conhecimento e, nada mais merecido que essa homenagem que a ABAC preparou. Ela é referência e inspiração para quem já vem nessa caminhada e, muito mais, para aqueles que a estão iniciando”, diz Célia Domingues, vice-presidente da Academia e idealizadora do evento que celebrou o Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha dentro da programação do Julho das Pretas.
Com o recebimento do fardão, Helena junta-se ao time de imortais composto por Tia Surica (Velha Guarda da Portela), Rubem Confete, Sidney Machado (Chopp), e os saudosos Rosa Magalhães, Haroldo Costa e a professora Maria Augusta.



