Instituto Circomum
O Instituto CIRCOMUM inaugura no dia 26 de julho, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), a exposição “Território inventivo Pequena África”, uma perspectiva histórica sobre a região que engloba atualmente sete bairros do Rio de Janeiro e que foi fundamental para a formação da cultura brasileira.
Criada com base no conteúdo da plataforma Território Inventivo – www.territorioinventivo.br –, desenvolvido em parceria com a Prefeitura do Rio, por meio da Casa Civil, a mostra avança com a proposta de recuperar a história, a memória e a potência cultural de um dos territórios mais simbólicos da formação da cidade e do país.
“A plataforma Território inventivo é uma ferramenta de dados e pesquisa que precisa ser ativada para ganhar visibilidade. Ela é a concretização de um compromisso cívico em resgatar, também no campo do simbólico, a prosperidade do território onde vivemos. Mais do que símbolos, memórias são parte do patrimônio urbano, cultural e imaterial, além de fator indiscutível no sucesso da modernização de cidades por todo o mundo ao longo do século XXI”, diz Junior Perim, Diretor do Instituto CIRCOMUM.
A exposição, que será incorporada ao acervo permanente do MUHCAB, combina recursos de realidade aumentada, maquetes hiperrealistas, mapas interativos e ambientes cenográficos para apresentar ao público uma leitura ampliada da diáspora africana, da presença negra na construção da identidade brasileira e dos processos urbanos que transformaram a região ao longo dos séculos.
A mostra parte do entendimento de que a Pequena África foi decisiva para a invenção de formas modernas da cultura brasileira, especialmente no campo da música, da sociabilidade e das manifestações populares.
“Ao mesmo tempo, o projeto reconhece a violência da escravidão e a dívida histórica da sociedade brasileira com a população negra, sem deixar de enfatizar a força criativa, a resistência e a centralidade da herança africana na construção da identidade nacional”, diz, Perim.
Berço de algumas das manifestações mais centrais na construção da identidade cultural nacional, a Pequena África – que compõe uma região do Rio de Janeiro hoje formada pelos bairros da Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Centro, Catumbi, Estácio e Cidade Nova, incluindo os morros da Providência, Livramento, Pinto, Conceição e São Carlos – é um território onde se desenvolveram e consolidaram os formatos modernos da nossa cultura popular e tantas outras expressões artísticas afrocariocas, judaicas e ciganas.
Outro eixo do projeto é a reflexão sobre as transformações urbanas que atingiram o centro do Rio de Janeiro, especialmente as reformas que provocaram expulsão de moradores e enfraquecimento de redes comunitárias.
“A exposição dialoga com o atual processo de revitalização da região e defende que qualquer novo ciclo de desenvolvimento deve preservar as estruturas culturais e sociais já existentes, garantindo permanência, memória e prosperidade distribuída”, acrescenta Perim.
A exposição “Território inventivo Pequena África” é fruto de uma parceria firmada entre o Instituto CIRCOMUM e a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e conta com o patrocínio da VIBRA, a partir da Lei Rouanet.
O QUE ESTARÁ EM EXPOSIÇÃO
Entre os destaques da exposição estão salas temáticas como a “Origens”, voltada a contar a história do tráfico atlântico e da escravidão, e “Encruzilhada”, que aborda o encontro entre diferentes povos, tradições e matrizes religiosas no espaço urbano carioca.
O percurso também inclui personagens em realidade aumentada e maquetes de marcos históricos e simbólicos da região, que ganham vida por meio de dispositivos digitais, permitindo uma experiência mais interativa e imersiva ao visitante.
– Maquete interativa
Mapa físico em 2D com uma interpretação artística do mapa do Território. Em maquetes volumétricas, poderão ser vistos: Largo da Prainha; Pedra do Sal; Morro da Conceição; Jardim Suspenso do Valongo; Docas Dom Pedro II; Cais do Valongo; Praça dos Estivadores; Cemitério Pretos Novos; MUHCAB; GRES Estácio de Sá; Sambódromo; Terreirão do Samba; Monumento Zumbi dos Palmares; Largo do Estácio; Morro do Estácio; Morro da Providência; Museu do Amanhã; Praça Mauá.
– Linha do tempo
Nesta plataforma digital teremos uma animação em looping em que se poderá acompanhar de forma dinâmica animada, a história do espaço, destacando a importância do equipamento cultural. A ideia é dar visibilidade e leitura de forma ágil e digital para as informações relevantes da história do MUHCAB.
– Espelhos interativos – 17 personagens
Ao se aproximar da tela, o visitante se vê na tela a partir da captura de sua imagem por uma câmera mobile de um smartphone. Nesta estrutura tótem, o visitante escolhe um marcador, aponta para a câmera da tela e personagens históricos relevantes para o Território com seus respectivos verbetes na plataforma aparecem em realidade aumentada de forma tridimensional. São esculturas 3D que estarão dispostas no “espelho” integradas à imagem do visitante.
André Rebouças (arquiteto), Beth Carvalho, Chiquinha Gonzaga, Conceição Evaristo, Doutor Jacarandá, Gonzaguinha, Heitor dos Prazeres, Hilário Jovino, João Candido, João do Rio, Luiz Melodia, Machado de Assis, Mercedes Baptista, Pixinguinha, Tia Ciata, Zumbi dos Palmares
– Mapa interativo touchwall da diáspora
É uma parede informativa sobre as rotas dos escravizados partindo da África.
– Totem Territórios Inventivos Pequena África
Tótem digital no qual a Plataforma Territórios Inventivos Pequena África estará disponível para uso pelos visitantes.
– Painel origens
Uma estrutura digital informativa cujo objetivo é tratar das origens e da diáspora.
– Personagens em Realidade Aumentada
Com o objetivo de ocupar um espaço phygital, em que o digital é acionado a partir de marcadores, personagens relevantes tridimensionais também estarão dispostos para acesso e integração via celular e câmera do visitante. Assim, estarão dispostos por espaços no MUHCAB, marcadores nas paredes, a partir dos quais os personagens aparecerão, permitindo que se façam fotos e compartilhamento com os visitantes.
– Oculus e tablets para o MUHCAB
A equipe do educativo do MUHCAB ganhará do Instituto CIRCOMUM um conjunto de 2 óculos Meta 3 e 2 tablets cujo objetivo será a integração da narrativa do educativo com o conteúdo expositivo em Realidade Aumentada.



