A Copa do Mundo de 2026 presenteou Vini Jr com o protagonismo na Seleção Brasileira, e ele tem mostrado que “não foge à luta” diante da responsabilidade. O atacante traz consigo uma evolução em um aspecto apontado como o seu calcanhar de Aquiles nos últimos anos: a finalização. Esses dois pontos, entretanto, foram apenas mais alguns dos desafios com os quais precisou conviver e, assim como em outros momentos da carreira, superar.

Ao longo do processo de evolução, duas cobranças o acompanharam de forma constante com a camisa do Brasil. A primeira era técnica. Dono de dribles desconcertantes e de uma velocidade capaz de desmontar qualquer defesa, ele ainda era questionado pela ineficiência na finalização, especialmente nos primeiros anos de Real Madrid. A segunda dizia respeito ao protagonismo na Seleção Brasileira, já que, enquanto encantava a Europa, demorou a causar o mesmo impacto vestindo a camisa mais pesada do futebol mundial.
A Copa de 2026, no entanto, parece representar a resposta definitiva às críticas. Aos 25 anos, Vini assumiu a responsabilidade durante a ausência de Neymar, que, antes da partida contra a Escócia, na quarta-feira (24), em Miami, não vestia a camisa do Brasil há dois anos e oito meses. Em sua segunda Copa, o camisa 7 se consolidou como referência ofensiva da Seleção, passou a decidir com atuações destacadas nos três jogos da fase de grupos, com o poder de finalização em dia. Para quem acompanha sua trajetória desde o início, a evolução não é surpresa.
Campeão mundial pelo Flamengo em 1981 e com passagens pela Seleção Brasileira, Andrade acredita que o atacante finalmente assumiu o protagonismo que o Brasil precisava e esperava. Em entrevista ao Lance!, o ex-jogador, hoje treinador, afirmou que a ascensão de Vini também simboliza a recuperação da confiança da Seleção.
— Ter alguém para assumir essa responsabilidade é muito bom. Estava difícil no início. Foi um começo complicado, mas, como brasileiros, temos que acreditar sempre. Sempre foi assim e sempre deu certo no final. O Vinicius Júnior é um grande exemplo para todos os que estão lá. Além disso, com o Neymar voltando à ativa, seriam dois jogadores que poderiam fazer a diferença nessa seleção.
— Devemos sempre acreditar na Seleção Brasileira. Mesmo nos momentos difíceis pelos quais a equipe passou, é preciso manter a confiança, pois temos grandes jogadores. O time pode não estar em um bom momento agora, mas, de um jogo para o outro, acaba crescendo e fazendo a diferença. O Vinicius Júnior está aí, carregando o time, e quem sabe o restante do grupo não siga pelo mesmo caminho que ele.
As declarações reforçam o momento de afirmação vivido por Vini Jr, que passou a ser visto como uma das principais referências da Seleção. Em campo, o atacante vive talvez o melhor momento da carreira, também consolidado como um dos protagonistas do Real Madrid em conquistas recentes. Mas essa transformação até o topo não aconteceu de forma imediata.
Muito antes dos aplausos nos grandes estádios da Europa, dos títulos pelo Real Madrid e do reconhecimento como melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2024, havia um garoto chamado apenas de “Vinicinho”. Antes de se tornar referência no futebol mundial, ele precisou superar desafios, amadurecer dentro e fora de campo e percorrer um caminho que ajuda a explicar o jogador que é hoje.
Para entender o fenômeno Vinicius Jr. e a mudança de postura que hoje chamam a atenção na Amarelinha, o Lance! revisitou os principais capítulos de sua trajetória e conversou com personagens que acompanharam de perto sua evolução. A seguir, confira a linha do tempo dessa caminhada que levou o atacante ao protagonismo no futebol mundial.


