‘Nada de novo no front’ retrata muito do que vivemos hoje no mundo – Lully FM – Entertainment

‘Nada de novo no front’ retrata muito do que vivemos hoje no mundo

Brasileiro nascido na Escócia e radicado nos Estados Unidos, Daniel Dreifuss, de 43 anos, é produtor de “Nada de novo no front”, longa escolhido para representar a Alemanha na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional em 2023, e que fez sua estreia na Netflix na última sexta-feira após passagem pela Mostra de São Paulo. Filho do conceituado cientista político uruguaio René Armand Dreifuss, autor de “1964: A conquista do estado”, livro seminal sobre a ditadura militar no Brasil, Daniel pode ter seu segundo longa indicado ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 2012, estava entre os produtores do chileno “No”, drama de Pablo Larraín estrelado por Gael García Bernal que concorreu na premiação.

Esta verdadeira “Torre de Babel” que une Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Escócia, Chile, Uruguai e Marrocos — de onde conversou com O GLOBO via Zoom — representa a vida e a obra de Daniel, que também tem em seus créditos o drama “Sergio”, estrelado por Wagner Moura e Ana de Armas, sobre o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

— Eu vou aonde as histórias estão. Não me prendo a um território, me dedico às histórias, e as narrativas podem vir de qualquer lugar. Sou imensamente curioso pelo mundo, pelas histórias, pelas pessoas, pelo diferente. É um privilégio poder filmar na África, na Europa, no Oriente Médio, na América Latina — conta Daniel. — Ficaria muito feliz de poder ter contribuído para que dois países tão distintos como Chile e Alemanha pudessem chegar ao Oscar.

“Nada de novo no front” é uma adaptação para as telas do livro homônimo do escritor alemão Erich Maria Remarque lançado em 1929, cuja versão anterior para os cinemas “Sem novidade no front” (1930) conquistou duas estatuetas do Oscar: melhor filme e melhor direção para Lewis Milestone. Daniel conta que a nova versão da história é um projeto que chegou para ele há vários anos, mas que acabou não avançando. Após passar pelas mãos de outros diretores e produtores, a obra acabou retornando para ele em 2018.