Álbuns de boygenius, Lana Del Rey e Sufjan Stevens foram os favoritos da crítica em 2023

“the record”, estreia em álbum do supergrupo indie boygenius, “Did You Know That There’s A Tunnel Under Ocean Blvd”, de Lana Del Rey e “Javelin”, do cantor de indie-folk Sufjan Stevens, foram os grandes discos de 2023 segundo o levantamento feito anualmente pelo Vagalume a partir das listas publicadas pela crítica especializada internacional. Os três foram os que mais apareceram nos rankings pesquisados, com “the record” aparecendo em 21 de 22 listas analisadas, e os outros dois em 20.

As mais de 2023

Olivia Rodrigo, Blur, PJ Harvey, Caroline Polachek, Mitski, Troye Sivan e SZA, com “SOS”, que algumas publicações considerável elegível por ele ter saído no finzinho de 2022, também estão no ranking de 24 LPs.

Para chegarmos ao resultado, consultamos 22 listas de “melhores do ano”, que podem ter de 20 a 100 discos, e buscamos as presenças mais comuns.

Para entrar nesta enquete, foi preciso que o álbum estivesse em, no mínimo 10 rankings independentemente da posição. Ao final, citamos também os três LPs que foram menos lembrados, mas que algum site ou revista colocou em primeiro lugar.

O levantamento mostra que este foi um ano bom para artistas já estabelecidos, e com alguns anos de carreira. A única estreia de fato é “Why Does the Earth Give Us People to Love?”, da cantora, compositora e poeta Kara Jackson, sendo que ela já tinha lançado um EP em 2019. Outros nomes presentes, caso do Lankum (acima) e da sensação indie Wednesday, já vinham gravando há algum tempo e, agora, chamaram realmente a atenção da imprensa.

O próprio boygenius, cujo “the record” foi o único LP a conseguir uma quase unanimidade (apenas a revista francesa Les Inrockuptibles não incluiu o trio em seu ranking) já tinha um EP anterior e é formado por três artistas há muito respeitadas, incluindo duas que já frequentaram o nosso “balanço do ano”: Phoebe Bridgers e Lucy Dacus – Julien Baker só não apareceu por pouco.

Nenhum músico ou banda que despontou nos anos 60, 70 ou 80 conseguiu aparecer em um número suficiente de listas para fazer parte de nosssa seleção, com exceção dos Sparks – lembrando que os irmãos Mael só conquistram uma vaguinha por terem encabeçado a enquete feita pela Record Collector.

A se lamentar que nenhum nome que cante em outra língua que não o inglês, tenha causado um impacto maior entre os críticos, ainda que uma olhada nas listas individuais revelem presenças de artistas “fora do eixo”, sejam latinos, africanos ou coreanos.

As listas pesquisadas foram as seguintes: Uncut, Mojo, NME, The Guardian, The Independent, The Times, Clash, AV Club, Record Collector, The Skinny,, Pitchfork, Rolling Stone, Billboard, Slant, Consequence, Stereogum, Paste, Popmatters, Allmusic e NPR todas do Reino Unido ou EUA, mais a francesa Les Inrockuptibles e a alemã Musikexpress. O Allmusic e a NPR não elencaram os discos por ordem de preferência.NO total, 14 trabalhos apareceram no topo de alguma publicação. O que mostra, que, ao menos na hora de se decidir o primeiro lugar, estivemos longe de um consenso.

Dito isso aqui, estão os “campeões de 2023”:

1 – boygenius – “the record”
Presente em 21 listas . Primeiro lugar no NME e The Independent.

2 – Lana Del Rey – “Did You Know That There’s A Tunnel Under Ocean Blvd”
Presente em 20 listas . Primeiro lugar para a Slant e o The Times.

3 – Sufjan Stevens – “Javelin”
Presente em 20 listas . Segundo lugar para Paste e Slant.

4 – Olivia Rodrigo – “GUTS”
Presente em 18 listas. Primeiro lugar para Billboard e AV Club.

5 – Mitski – “The Land Is Inhospitable and So Are We”
Presente em 18 listas. Quinto lugar para o The Guardian.

6 – Caroline Polachek – ”Desire, I Want to Turn Into You”
Presente em 17 listas. Primeiro lugar para a Les Inrockuptibles.

7 – PJ Harvey – “I Inside the Old Year Dying”
Presente em 15 listas. Segundo lugar para Mojo, Les Inrockuptibles e Record Collector.

8 – Young Fathers – “Heavy Heavy”
Presente em 14 listas. Primeiro lugar para a The Skinny.

9 – Kelela – “Raven”
Presente em 14 listas. Sétimo lugar na The Skinny.

10 – Wednesday – “Rat Saw God”
Presente em 13 listas. Primeiro lugar para Paste e Stereogum.

11 – Blur – “The Ballad of Darren”
Presente em 13 listas. Primeiro lugar na Mojo.

12 – ANOHNI and the Johnsons – “My Back Was a Bridge For You to Cross”
Presente em 13 listas. Primeiro lugar na Musicexpress.

13 – Jessie Ware – “That! Feels Good!”
Presente em 13 listas. Primeiro lugar na Popmatters.

14 – Billy Woods and Kenny Segal – “Maps”
Presente em 13 listas. Terceiro lugar para Pitchfork e Stereogum

15 – Yves Tumor – “Praise a Lord Who Chews but Which Does Not Consume; (Or Simply, Hot Between Worlds)”
Presente em 11 listas. Primeiro lugar para o site Consequence

16 – Kara Jackson – “Why Does the Earth Give Us People To Love”
Presente em 11 listas. Sétimo lugar na Clash

17 – Lankum – “False Lankum”
Presente em dez listas. Primeiro lugar na Uncut e The Guardian

18 – Troye Sivan – “Something to Give Each Other”
Presente em dez listas; Terceiro lugar na Billboard

19 – Slowdive – “Everything Is Alive”
Presente em dez listas. Oitavo lugar na Uncut

20 – JPEGMAFIA and Danny Brown – “SCARING THE HOES”
Presente em dez listas. 11° lugar no The AV Club

21 – Noname – “Sundial”
Presente em dez listas. 13° lugar para Pitchfork e Rolling Stone

Aqui os três discos que apareceram em primeiro lugar em ao menos um ranking:

22 – “SOS” – SZA
Presente em cinco listas. Primeiro lugar para Pitchfork e Rolling Stone

23 – Sampha – “Lahai”
Presente em oito listas. Primeiro lugar na Clash

24 – Sparks – “The Girl Is Crying in Her Latte”
Presente em três listas. Primeiro lugar na Record Collector

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