Rock in Rio que faz o Rio crescer no aspecto econômico

Rock in Rio que faz o Rio crescer no aspecto econômico

13 de setembro de 2022 0 Por admin

O Rock in Rio contribuiu para um maior faturamento do varejo nas duas últimas semanas. De acordo com Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o ganho foi de 17,1% em relação ao mesmo período de 2021. O setor de turismo e transporte apresentou o maior destaque, com alta de 58,8%, enquanto demais cresceram apenas 15,4%.

De acordo com os organizadores, o festival reuniu mais de 700 mil pessoas, sendo 60% de fora do Rio de Janeiro, e movimentou, ao todo, cerca de R$ 2 bilhões. Mais de 28 mil empregos diretos foram gerados.

O indicador ICVA acompanha a evolução do varejo brasileiro, com base em vendas realizadas por 1,1 milhão de varejistas credenciados à Cielo em 18 setores diferentes, a fim de oferecer uma fotografia do comércio do país a partir de informações reais.

Diego Adorno, gerente de produto de dados na Cielo, destaca que o evento impulsionou, principalmente, serviços bastante afetados pela pandemia — viagens aéreas, hospedagem e alimentação fora de casa.

— Notamos que o movimento foi maior no primeiro fim de semana do Rock in Rio, o que era esperado, porque é usual que as pessoas gastem mais no início do mês — comenta.

O transporte teve alta de 78,7%. Com as ruas ao redor do Parque Olímpico isoladas, muitas pessoas que assistiram aos shows optaram por se deslocar por meio de metrô e pelos serviços oficiais de ônibus Rock Express e Primeira Classe.

Mesmo com os preços das passagens aéreas inflados, muitos turistas chegaram ao Rio de avião, o que fez o faturamento das companhias aéreas crescer 71,4%. Os hotéis também lucraram com ocupação superior a 90% em todos os bairros da cidade, aumentando os ganhos em 56,8% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Em funcionamento especial, o MetrôRio operou por 168 horas ininterruptas nos sete dias do festival e registrou mais de 420 mil embarques. No segundo sábado de festival, dia 10, em que Coldplay e Djavan figuraram entre as principais atrações, foi contabilizado o maior movimento: 80 mil embarques.

Alta no segmento de alimentação

Bares e restaurantes tiveram alta no faturamento de 21,5%, ao passo que serviços de recreação e lazer elevaram seus ganhos em 44,9%.

Segundo Pedro Hermeto, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Rio, o fluxo maior de clientes foi registrado na Zona Sul do Rio e na Barra da Tijuca. Ele ainda aponta que os chamados restaurantes de experiência — aqueles que costumam ter ticket médio mais alto e oferecer pratos mais elaborados — foram os maiores beneficiados no período.

— Recebemos mais pessoas, incluindo turistas brasileiros e internacionais. Esse aumento de demanda reflete, consequentemente, em aumento de receita. Por isso, esses eventos são sempre muito bem-vindos — opina.

Levantamento dos organizadores do festival mostra que, das 700 mil pessoas que assistiram aos shows, 420 mil eram de fora do Rio (60% do público do festival), sendo 10 mil vindas de 31 países diferentes.

Na Cidade do Rock, os stands de comida também tiveram fluxo intenso de clientes. Foram vendidas mais de 91 mil pipocas, mais de 90 mil pizzas, quase 35 mil cachorros-quentes, mais de 58 mil copos de miojo, cerca de 32 mil porções de batata-frita, quase 6 mil pastéis de nata, mais de 40 mil espetinhos, por volta de 6 mil açaís, mais de 200 mil hambúrgueres, quase 10 mil sanduíches de linguiça, entre outros.

De acordo com o Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município (Hotéis Rio), o Rock in Rio gerou recorde de ocupação hoteleira. A Barra foi o bairro mais procurado pela proximidade com o festival.   

A segunda semana de evento concentrou o maior pico da demanda e gerou ocupação superior a 90% em todos os bairros da cidade. A média de quartos ocupados no período de 8 a 11 de setembro ficou em 94,51%. Já na primeira semana do festival, a ocupação hoteleira bateu 81,84%. 

Fonte Jornal O Globo