Falha de som marca show do Iron Maiden na primeira noite de shows do Rock in Rio

Falha de som marca show do Iron Maiden na primeira noite de shows do Rock in Rio

3 de setembro de 2022 0 Por admin

Iron Maiden, o show mais aguardado da primeira noite do Rock In Rio, superou as expectativas e hipnotizou o público com muita pirotecnia e efeitos especiais nesta sexta-feira, 2. 

Assim como o monstro Eddie, o show do Iron Maiden estava morto e voltou com tudo.

O começo do show foi frio. A banda entrou tocando três faixas do novo álbum, “Senjutsu”, e o som estava muito baixo da abafado. Parte da plateia reclamou e pediu para aumentarem o volume entre as músicas.

Foto: Stephanie Rodrigues/g1

Nem a entrada de um Eddie Samurai (o zumbi mascote da banda em versão japonesa, combinando com o tema nipônico do novo álbum) salvou o começo da apresentação.

O disco novo é ótimo e a banda parecia tocar bem pelo pouco que se ouvia. Mas a falha no som e o desinteresse do público por novidades falaram mais alto (mais baixo, na verdade).

Só com o coro de “Revelations” o show começou a virar outro, aos poucos. Mas a virada só aconteceu quando Bruce soltou fogo pelos braços em “Flight of Icarus”, o público fez coro de “Olê olê Maiden” e a banda emendou com “Fear of the dark”.

Por muitos instantes era como se o palco fosse um videogame gigante, e como se o próprio vocalista Bruce Dickinson fosse o personagem do jogo. Um guerreiro enorme, uma encarnação da múmia Ed, passava por trás dos músicos enquanto eles tocavam Stratego. Aos 72 anos, Bruce não parou por nenhum segundo.

O clima eletrizante continuou ao som de The Writing on the Wall, também do disco novo, bem como Revelations, Blood Brothers, Sign of the Cross, Flight of Icarus, Fear of the Dark, Hallowed Be Thy Name, The Number of the Beast, The Trooper. O show teve uma pausa rápida para troca de cenário, e tudo voltou nas alturas.

Segundo os organizadore, mesmo sendo a principal atração do dia, a banda não encerrou a noite de shows e tocou antes do Dream Theater por causa da idade dos integrantes, a maioria deles com mais de 70 anos. Mas a performance, incluindo o vocal de Bruce, não foi afetada por isso em nenhum momento.

Depois de quase duas horas de show, The Number Of The Beast voltou a incendiar a Cidade do Rock.

Até o sistema de som do festival deu uma acordada, mas nunca chegou a ter a pressão que a banda merece.

O resto foi exatamente a mesma turnê que passou pelo festival em 2019, “Legacy of the Beast”. Ela é baseada em um jogo, com cenários do palco que lembram as fases desse game.

Foto: Stephanie Rodrigues/g1